HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022
V.P.I., 67 anos, feminino, diabética insulino dependente, tabagista 15 cigarros/dia há 45 anos, vem à UBS com dispneia moderada há 2 dias, com piora há 4 horas, crepitações em bases bilateralmente à ausculta pulmonar. Saturação periférica de O 2=89%aa. Tem espirometria de base VEF1/CVF=0,62 VEF1=75% do predito sem broncodilatador. Apresentou quadro semelhante em 7 ocasiões no último ano. Usa inadequadamente dispositivo de salbutamol spray quando sente falta de ar. Qual a melhor conduta?
DPOC exacerbada com hipoxemia (SatO2 <90%) → oxigênio imediato e remoção hospitalar.
Uma paciente com DPOC, tabagista, com dispneia progressiva, crepitações e hipoxemia grave (SatO2 89%aa) está em exacerbação aguda grave. A conduta inicial prioritária é a instalação imediata de oxigênio para corrigir a hipoxemia e a remoção para um ambiente hospitalar para manejo completo da crise, incluindo broncodilatadores, corticosteroides e, se necessário, ventilação.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. As exacerbações agudas são eventos críticos que levam à piora dos sintomas respiratórios e frequentemente exigem hospitalização, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em pacientes com DPOC. Fatores como infecções respiratórias e poluição são gatilhos comuns. A fisiopatologia da exacerbação envolve um aumento da inflamação nas vias aéreas, broncoconstrição e hipersecreção de muco, resultando em maior limitação do fluxo aéreo, dispneia e hipoxemia. A avaliação da gravidade é fundamental e baseia-se nos sintomas, exame físico, gasometria arterial e SatO2. Pacientes com hipoxemia significativa (SatO2 < 90% em ar ambiente) ou sinais de insuficiência respiratória aguda necessitam de atendimento hospitalar imediato. O manejo da exacerbação aguda de DPOC inclui oxigenoterapia controlada (alvo SatO2 88-92%), broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas e anticolinérgicos), corticosteroides sistêmicos e, em casos de infecção bacteriana, antibióticos. A ventilação não invasiva (VNI) é frequentemente indicada para pacientes com insuficiência respiratória hipercápnica. Em casos graves, pode ser necessária intubação e ventilação mecânica invasiva. A educação do paciente sobre o uso correto de inaladores e planos de ação para exacerbações é crucial para a prevenção e manejo precoce.
Sinais de gravidade incluem dispneia intensa, uso de musculatura acessória, cianose, alteração do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica, fadiga respiratória e hipoxemia grave (SatO2 < 90% em ar ambiente). A presença de comorbidades e histórico de exacerbações frequentes também aumentam a gravidade.
A conduta inicial envolve a instalação imediata de oxigenoterapia suplementar para manter a SatO2 entre 88-92%, broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas e anticolinérgicos) por nebulização ou espaçador, corticosteroides sistêmicos e, se houver sinais de infecção, antibióticos. A remoção para hospital é fundamental para monitoramento e suporte avançado.
A oxigenoterapia em pacientes com DPOC deve ser administrada com cautela para evitar a hipercapnia. Em alguns pacientes com DPOC crônica, o drive respiratório é mantido pela hipoxemia. A correção excessiva da hipoxemia pode deprimir o centro respiratório, levando ao aumento do CO2 e acidose respiratória. O objetivo é manter a SatO2 entre 88-92%.
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