HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Um paciente portador de DPOC apresenta-se no pronto atendimento queixando-se de piora da dispeneia e catarro amarelado. Encontra-se com frequência respiratória de 18ipm, SpO2: 94% em ar ambiente, frequência cardíaca de 72bpm e temperatura de 36,5º. No exame físico a ausculta pulmonar apresenta roncos difusos e não apresenta sinais de esforço respiratório, sem alterações no exame dos demais sistemas. Considerando terapia antimicrobiana para esse paciente, qual das opções abaixo seria a mais adequada para tratamento ambulatorial?
Exacerbação DPOC leve/moderada (sem falha respiratória, sem comorbidades graves) → Azitromicina ou Amoxicilina/Clavulanato.
Em exacerbações agudas de DPOC, a indicação de antibioticoterapia é baseada na presença de três critérios de Anthonisen (aumento da dispneia, aumento do volume de escarro e aumento da purulência do escarro) ou dois critérios, sendo um deles a purulência. A azitromicina é uma opção eficaz para tratamento ambulatorial em casos leves a moderados, cobrindo os patógenos mais comuns.
A exacerbação aguda da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é um evento comum e grave, caracterizado por piora dos sintomas respiratórios que requerem mudança na medicação habitual. As causas podem ser infecciosas (virais ou bacterianas) ou não infecciosas. A identificação da etiologia é crucial para o manejo adequado, especialmente a decisão sobre o uso de antibióticos. A indicação de antibioticoterapia em exacerbações de DPOC é baseada principalmente nos critérios de Anthonisen. Para pacientes com exacerbações leves a moderadas, sem sinais de gravidade ou falha respiratória, o tratamento ambulatorial é apropriado. Antibióticos como azitromicina, amoxicilina/clavulanato ou doxiciclina são escolhas comuns, cobrindo os principais patógenos bacterianos envolvidos. É fundamental que residentes saibam estratificar a gravidade da exacerbação, identificar pacientes que podem ser tratados ambulatorialmente e escolher o antibiótico apropriado, considerando o perfil de resistência local e as comorbidades do paciente. O uso racional de antibióticos é essencial para evitar a resistência microbiana e otimizar os resultados clínicos.
A antibioticoterapia é indicada se o paciente apresentar três critérios de Anthonisen (aumento da dispneia, aumento do volume de escarro e aumento da purulência) ou dois critérios, sendo um deles a purulência do escarro.
A Azitromicina é uma macrolídeo com boa cobertura para os patógenos atípicos e típicos mais comuns em exacerbações de DPOC, como Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae, além de ter um bom perfil de segurança e posologia conveniente para uso ambulatorial.
O tratamento hospitalar é indicado para exacerbações graves, como aquelas com falha respiratória aguda, hipoxemia persistente, hipercapnia, acidose respiratória, instabilidade hemodinâmica, comorbidades descompensadas ou falha do tratamento ambulatorial.
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