Asbestose: Diagnóstico e Sinais Radiológicos Chave

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2016

Enunciado

Paciente P.R.G., 57 anos, sexo masculino, evoluindo há 5 meses com dispnéia aos esforços. Nega hipertensão arterial e tabagismo. Relata que trabalhou 15 anos em indústria de fabricação de pastilhas e lonas de freios de automóvel, entre 1960 e 1975, período em que não existiam medidas de proteção coletiva instaladas nessa empresa. Ao exame físico, apresentava bom estado geral, dispneia leve (frequência respiratória de 23 IPM); na ausculta pulmonar discretos estertores finos. Ao Raio x de tórax, apresenta placas pleurais parietais. Qual a suspeita diagnóstica mais provável?

Alternativas

  1. A) Silicose
  2. B) Asbestose
  3. C) Antracose
  4. D) Siderose
  5. E) Beriliose

Pérola Clínica

Exposição a amianto + dispneia + estertores finos + placas pleurais → Asbestose.

Resumo-Chave

A história ocupacional de exposição ao amianto (asbesto), associada a achados clínicos como dispneia e estertores finos, e radiológicos como placas pleurais, é altamente sugestiva de asbestose, uma doença pulmonar crônica.

Contexto Educacional

A asbestose é uma doença pulmonar intersticial difusa causada pela inalação de fibras de amianto (asbesto), um mineral fibroso resistente ao calor e à corrosão. É uma pneumoconiose com longo período de latência, geralmente manifestando-se 20 a 40 anos após a exposição inicial. A importância clínica reside na sua progressão insidiosa e nas graves complicações associadas. O diagnóstico de asbestose baseia-se na história de exposição ocupacional ao amianto, achados clínicos como dispneia progressiva aos esforços e estertores finos crepitantes nas bases pulmonares, e achados radiológicos. O Raio X de tórax e, preferencialmente, a tomografia de alta resolução (TCAR) podem revelar placas pleurais parietais calcificadas ou não, espessamento pleural difuso e fibrose intersticial. Não há tratamento específico para a asbestose, sendo o manejo focado no suporte respiratório, reabilitação pulmonar e prevenção de complicações. É crucial a cessação da exposição e o monitoramento para o desenvolvimento de mesotelioma ou câncer de pulmão, que são riscos aumentados em pacientes com asbestose.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados radiológicos da asbestose?

Os principais achados incluem placas pleurais (especialmente parietais, diafragmáticas e mediastinais), espessamento pleural difuso, atelectasias redondas e fibrose pulmonar intersticial, mais proeminente nas bases.

Qual a importância da história ocupacional no diagnóstico de asbestose?

A história de exposição ocupacional ao amianto é fundamental, pois a asbestose é uma doença relacionada à inalação de fibras de amianto, com um longo período de latência (geralmente 20-40 anos) entre a exposição e o surgimento dos sintomas.

Quais são as principais complicações da asbestose?

As complicações incluem insuficiência respiratória progressiva, hipertensão pulmonar, cor pulmonale, e um risco aumentado de mesotelioma (tumor maligno da pleura) e câncer de pulmão.

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