CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Assinale a alternativa correta quanta a evisceração e a enucleação:
Evisceração = conteúdo sai, esclera fica; Enucleação = globo todo sai (incluindo nervo óptico).
A evisceração preserva a esclera e as inserções musculares, podendo ser realizada com ou sem a remoção da córnea (ceratectomia), oferecendo melhor motilidade à prótese.
A escolha entre evisceração e enucleação depende da patologia de base. A evisceração é frequentemente preferida em casos de endoftalmite refratária ou olhos cegos e dolorosos, pois é tecnicamente mais simples e preserva a motilidade ocular. No entanto, a enucleação é mandatória em casos de neoplasias malignas intraoculares para garantir margens cirúrgicas e evitar a disseminação sistêmica. Complicações a longo prazo de ambos os procedimentos incluem a absorção de gordura orbitária, ptose palpebral e retração do fórnice conjuntival. O uso de implantes orbitários (esferas de silicone, polietileno poroso ou hidroxiapatita) é padrão ouro para repor o volume perdido e melhorar o resultado cosmético da prótese externa.
A enucleação é indicada principalmente em casos de tumores intraoculares malignos (como retinoblastoma ou melanoma uveal), olhos tísicos dolorosos sem risco de oftalmia simpática, ou trauma ocular grave com perda total da arquitetura. Diferente da evisceração, ela remove todo o globo ocular e uma porção do nervo óptico, sendo essencial quando há suspeita de invasão tumoral extraescleral.
A evisceração preserva a esclera e as inserções dos músculos extraoculares. Isso mantém a anatomia da órbita mais íntegra e permite que a prótese ocular tenha uma motilidade superior em comparação à enucleação. Além disso, há menor manipulação dos tecidos orbitários, o que reduz o risco de atrofia de gordura e o desenvolvimento da síndrome da cavidade anoftálmica.
Não necessariamente. A técnica de evisceração pode ser realizada com a remoção da córnea (ceratectomia) ou com a preservação da mesma. A remoção da córnea facilita a inserção de implantes maiores, enquanto a preservação pode ser útil em casos específicos, embora aumente o risco de deiscência da ferida e extrusão do implante se não houver cobertura conjuntival adequada.
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