CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2017
As regiões onde se espera maior dificuldade na remoção do tecido da coroide durante uma evisceração são:
Aderência máxima da coroide = Nervo Óptico (Peripapilar) + Saída das Veias Vorticosas.
Durante a evisceração, a remoção total da úvea é vital. Os pontos de fixação anatômica mais fortes da coroide à esclera ocorrem na entrada do nervo óptico e nos locais de saída vascular.
A evisceração é um procedimento cirúrgico comum em casos de endoftalmite refratária ou olhos cegos e dolorosos. A técnica exige a desinserção completa da úvea da 'concha' escleral. Anatomicamente, o espaço supracoroideo é um espaço virtual que facilita o descolamento na maior parte da extensão, exceto nos pontos de ancoragem vascular e nervosa. A região peripapilar e os locais de saída das quatro veias vorticosas representam os maiores desafios técnicos, exigindo curetagem vigorosa para garantir que nenhum tecido pigmentado permaneça, otimizando a adaptação de próteses futuras e minimizando riscos imunológicos.
A evisceração remove o conteúdo interno do globo ocular (íris, corpo ciliar e coroide), preservando a esclera e os músculos extraoculares. A enucleação remove o globo inteiro.
A permanência de antígenos uveais pode, teoricamente, desencadear uma resposta inflamatória granulomatosa no olho contralateral, conhecida como oftalmia simpática.
Na região peripapilar (onde os vasos e nervos ciliares curtos penetram) e nas ampolas das veias vorticosas (geralmente localizadas nos quadrantes posteriores, atrás do equador).
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