HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Uma senhora de 45 anos está no 10º pós-operatório de laparotomia para lise de bridas, por abdômen agudo obstrutivo. Após apresentar, no dia anterior, crise de tosse, relatou que, na madrugada, saiu grande quantidade de secreção fluida, levemente sanguinolenta, pela ferida operatória. A imagem a seguir mostra o que se observou ao retirar o curativo, na manhã de hoje: saída de epíplon por deiscência de 2 cm na incisão mediana de 25 cm de extensão. A paciente está estável hemodinamicamente, desidratada e com pouca dor à palpação profunda do abdômen, que não tem distensão. Não teve febre. Leucócitos: 10.500/mm³.Qual é a intervenção mais apropriada neste momento?
Evisceração abdominal pós-laparotomia → Laparotomia exploradora e fechamento com tela onlay em toda a incisão.
A evisceração é uma complicação grave da deiscência de ferida operatória, exigindo reintervenção cirúrgica imediata. A opção de fechamento com tela onlay em toda a incisão é preferível para garantir a integridade da parede abdominal e prevenir novas deiscências, especialmente em incisões extensas.
A evisceração abdominal é uma complicação cirúrgica grave, definida pela exteriorização de vísceras abdominais através de uma deiscência completa da parede abdominal. Geralmente ocorre entre o 5º e o 10º dia pós-operatório e está associada a fatores de risco como desnutrição, obesidade, tosse intensa, infecção da ferida e técnicas de sutura inadequadas. Sua ocorrência exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para minimizar morbidade e mortalidade. O diagnóstico é clínico, com a visualização do conteúdo abdominal exteriorizado. O manejo inicial inclui proteção das vísceras com compressas estéreis e úmidas, estabilização hemodinâmica do paciente e preparação para reoperação. A laparotomia exploradora é a abordagem mais apropriada para avaliar a extensão da deiscência, a viabilidade das vísceras e realizar um fechamento adequado da parede abdominal. O tratamento definitivo envolve o fechamento da parede abdominal, frequentemente com o uso de tela de polipropileno. A técnica onlay, onde a tela é posicionada sobre a aponeurose em toda a extensão da incisão, é preferível para proporcionar um reforço robusto e prevenir novas deiscências, especialmente em incisões longas e em pacientes com múltiplos fatores de risco. O prognóstico depende da rapidez da intervenção e da presença de complicações como infecção ou isquemia visceral.
A evisceração abdominal é caracterizada pela saída de conteúdo intra-abdominal, como epíplon ou alças intestinais, através de uma deiscência da ferida operatória. Pode ser precedida por saída de secreção serossanguinolenta.
A conduta inicial envolve proteger o conteúdo eviscerado com compressas úmidas e estéreis, estabilizar o paciente e prepará-lo para reintervenção cirúrgica imediata, que geralmente é uma laparotomia exploradora.
O uso de tela de polipropileno, especialmente na técnica onlay em toda a extensão da incisão, fortalece a parede abdominal e reduz significativamente o risco de recidiva da deiscência ou de hérnias incisionais futuras, sendo crucial em incisões extensas.
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