UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
Homem, 83a, foi submetido a correção de um aneurisma de aorta abdominal por laparotomia mediana. A sutura da aponeurose foi realizada em plano único com sutura contínua. No quarto pós-operatório apresenta saída abundante de líquido claro e alça intestinal pela parte inferior da incisão. O TRATAMENTO É:
Evisceração abdominal → Recobrir alças com compressa estéril úmida + correção cirúrgica de emergência.
A evisceração é uma emergência cirúrgica grave que exige proteção imediata das alças intestinais expostas para prevenir desidratação, necrose e infecção. A correção cirúrgica urgente é imperativa para reduzir morbidade e mortalidade.
A evisceração abdominal é uma complicação pós-operatória grave, caracterizada pela saída de conteúdo abdominal, geralmente alças intestinais, através de uma deiscência da ferida cirúrgica. É uma emergência médica que exige reconhecimento e manejo imediatos para prevenir morbidade e mortalidade significativas. A incidência é maior em pacientes idosos, desnutridos, com comorbidades e após cirurgias abdominais complexas, como a correção de aneurisma de aorta. A fisiopatologia da deiscência e evisceração envolve falha na cicatrização da ferida, seja por fatores do paciente (ex: desnutrição, infecção, aumento da pressão intra-abdominal) ou técnicos (ex: sutura inadequada). O diagnóstico é clínico e evidente, com a visualização das alças intestinais. A suspeita deve surgir com a saída de líquido sero-sanguinolento pela ferida operatória, seguido pela protrusão das alças. O tratamento é uma emergência cirúrgica. A conduta inicial no leito é proteger as alças expostas com compressas estéreis umedecidas com soro fisiológico morno para evitar ressecamento, hipotermia e infecção. O paciente deve ser mantido em decúbito dorsal com os joelhos fletidos para reduzir a tensão na parede abdominal. A correção cirúrgica deve ser realizada o mais breve possível, sob condições estéreis, para reposicionar as alças e fechar a parede abdominal, minimizando o risco de complicações como peritonite, sepse e necrose intestinal.
Fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, desnutrição, anemia, diabetes, uso de corticosteroides, tosse crônica, vômitos, infecção da ferida, técnica cirúrgica inadequada e aumento da pressão intra-abdominal.
A conduta inicial é cobrir as alças intestinais expostas com compressas estéreis umedecidas com soro fisiológico morno, manter o paciente em decúbito dorsal com os joelhos fletidos, e preparar para correção cirúrgica de emergência.
Não se deve tentar reposicionar as alças imediatamente fora do ambiente cirúrgico estéril e sem analgesia adequada, pois isso pode causar trauma às alças, aumentar o risco de contaminação, dor intensa e dificultar a posterior redução cirúrgica.
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