Vacina BCG: Eventos Adversos e Indicação de Isoniazida

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020

Enunciado

A vacina Bacilo de Calmette-Guérin (BCG) é uma das principais estratégias da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o controle da mortalidade por formas graves da infecção causada pelo Mycobacterium tuberculosis. No entanto essa vacina pode causar eventos adversos importantes: I. Úlcera com diâmetro maior que 1 (um) centímetro após 12 semanas da vacinação; II. Abcessos subcutâneos frio; III. Abcessos subcutâneos quente; IV. Linfadenopatia regional não supurada; V. Linfadenopatia regional supurada. Dos eventos citados, NÃO HÁ necessidade de uso de isoniazida nos eventos:

Alternativas

  1. A) I e II.
  2. B) III e IV.
  3. C) IV e V.
  4. D) I e III.
  5. E) II e IV.

Pérola Clínica

Eventos adversos BCG: Isoniazida para úlceras grandes, abscessos frios e linfadenopatia supurada. NÃO para abscesso quente ou linfadenopatia não supurada.

Resumo-Chave

A vacina BCG pode causar eventos adversos locais e regionais. A isoniazida é indicada para tratar reações granulomatosas persistentes ou disseminadas, como úlceras grandes, abscessos frios e linfadenopatia supurada. Abscessos quentes (bacterianos) e linfadenopatias não supuradas geralmente não requerem isoniazida.

Contexto Educacional

A vacina Bacilo de Calmette-Guérin (BCG) é uma vacina atenuada amplamente utilizada para prevenir formas graves de tuberculose, especialmente em crianças. Embora seja geralmente segura, pode causar uma série de eventos adversos, que variam de reações locais benignas a complicações mais sérias. O conhecimento dessas reações e seu manejo adequado é fundamental para os profissionais de saúde. Os eventos adversos mais comuns incluem reações locais no sítio de aplicação, como pápula, úlcera e cicatriz. Reações mais significativas podem envolver linfadenopatia regional (axilar ou supraclavicular), abscessos no local da injeção e, raramente, osteíte ou BCGite disseminada. A diferenciação entre esses eventos é crucial para determinar a conduta terapêutica. A isoniazida, um fármaco tuberculostático, é reservada para o tratamento de eventos adversos da BCG que indicam uma resposta granulomatosa persistente ou disseminada. Isso inclui úlceras com diâmetro maior que 1 cm que persistem por mais de 12 semanas, abscessos subcutâneos frios (que são estéreis e causados pelo próprio bacilo da vacina) e linfadenopatia regional supurada. Por outro lado, abscessos subcutâneos quentes (que geralmente são infecções bacterianas secundárias) e linfadenopatias regionais não supuradas (que tendem a regredir espontaneamente) geralmente não requerem tratamento com isoniazida, sendo o manejo focado em drenagem e/ou observação.

Perguntas Frequentes

Quais eventos adversos da vacina BCG requerem tratamento com isoniazida?

A isoniazida é indicada para eventos adversos de natureza granulomatosa ou disseminada, como úlceras com diâmetro maior que 1 cm após 12 semanas, abscessos subcutâneos frios, linfadenopatia regional supurada e, em casos mais raros, osteíte ou BCGite disseminada.

Por que abscessos quentes e linfadenopatia não supurada não precisam de isoniazida?

Abscessos quentes são geralmente de origem bacteriana secundária e requerem drenagem e antibióticos convencionais, não isoniazida. Linfadenopatias regionais não supuradas são reações inflamatórias benignas que tendem a regredir espontaneamente e não necessitam de tratamento específico com isoniazida.

Qual a diferença entre abscesso frio e abscesso quente pós-BCG?

O abscesso frio é uma complicação granulomatosa estéril causada pela própria vacina BCG, de desenvolvimento lento e sem sinais inflamatórios agudos. O abscesso quente é uma infecção bacteriana secundária, com sinais clássicos de inflamação (dor, calor, rubor, tumor) e geralmente requer drenagem e antibióticos.

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