Crise Convulsiva Pós-DTP: Conduta Vacinal Correta

SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021

Enunciado

Mãe traz seu filho de 5 anos para atualizar caderneta de vacinação. Um médico se cientifica da necessidade de reforço da tríplice virai e bacteriana, porém a mãe relata que aos 15 meses de idade, três doas após a aplicação da tríplice bacteriano, seu filho apresentou crise convulsiva. Assinale a afirmativa que indique a melhor conduta a ser seguida.

Alternativas

  1. A) Fazer medicação específica antes da aplicação da vacina e depois vacinar norma I mente.
  2. B) Substituir pela dupla tipo adulto.
  3. C) Substituir a tríplice bacteriana, pela dupla do tipo infantil.
  4. D) Internar paciente para tratar possíveis eventos adversos após aplicação da vacina.

Pérola Clínica

Crise convulsiva pós-DTP → substituir por dupla infantil (dT) para evitar componente pertussis.

Resumo-Chave

A ocorrência de crise convulsiva após a vacina tríplice bacteriana (DTP) é um evento adverso grave que contraindica a dose subsequente da vacina com componente pertussis de célula inteira. Nesses casos, a conduta é substituir pela vacina dupla do tipo infantil (dT), que não contém o componente pertussis.

Contexto Educacional

A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, mas é fundamental que os profissionais de saúde estejam aptos a reconhecer e manejar os Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV). A vacina tríplice bacteriana (DTP), que protege contra difteria, tétano e coqueluche, pode, em raras ocasiões, estar associada a eventos adversos neurológicos, como a crise convulsiva. No caso de uma criança que apresentou crise convulsiva até 72 horas após a aplicação da DTP, a conduta recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é a substituição das doses subsequentes da vacina com componente pertussis. Isso ocorre porque o componente de célula inteira da coqueluche é o principal responsável por esses eventos adversos graves. A alternativa segura e eficaz é a vacina dupla do tipo infantil (dT), que confere proteção contra difteria e tétano, mas não contém o componente pertussis. É crucial que o médico saiba diferenciar as contraindicações reais das falsas contraindicações para garantir a segurança do paciente e a manutenção da cobertura vacinal adequada.

Perguntas Frequentes

Quais são os eventos adversos graves da vacina DTP que contraindicam doses futuras?

Eventos adversos graves incluem encefalopatia, crise convulsiva nas primeiras 72 horas, choque anafilático, episódio hipotônico-hiporresponsivo e choro persistente e inconsolável por mais de 3 horas.

Por que a vacina dupla infantil (dT) é a alternativa para crianças com histórico de convulsão pós-DTP?

A vacina dT contém apenas os toxoides diftérico e tetânico, excluindo o componente pertussis (coqueluche), que é o principal responsável pelos eventos adversos neurológicos graves, como a crise convulsiva.

Qual a diferença entre DTP e DTPa?

DTP (célula inteira) é a vacina tríplice bacteriana tradicional, com maior reatogenicidade. DTPa (acelular) possui componentes purificados da bactéria da coqueluche, resultando em menos eventos adversos, mas a crise convulsiva ainda é uma contraindicação para o componente pertussis.

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