HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Paciente de 3 anos de idade apresenta abscesso quente no braço, 55 horas após receber dose de vacina adsorvida para difteria, tétano e pertússis (DTP). A recomendação, segundo Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação do Ministério da Saúde, é completar o esquema vacinal com
Abscesso local pós-DTP não contraindica doses futuras da DTP, mas exige notificação de evento adverso.
Um abscesso quente no local da aplicação da vacina DTP é um evento adverso local, mas não constitui uma contraindicação para a administração de doses futuras da vacina DTP. Nesses casos, o esquema vacinal deve ser completado com a mesma vacina (DTP, se apropriado para a idade) e o evento adverso deve ser notificado às autoridades de saúde para vigilância epidemiológica.
A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, mas, como qualquer procedimento médico, pode estar associada a eventos adversos. A vacina DTP (Difteria, Tétano e Pertússis de célula inteira) é parte do calendário vacinal infantil e, embora segura, pode causar reações locais. A compreensão e o manejo adequado desses eventos são cruciais para manter a confiança na vacinação e garantir a continuidade da proteção. A fisiopatologia de um abscesso quente pós-vacinação geralmente envolve uma reação inflamatória local exacerbada ou, menos comumente, uma infecção bacteriana secundária. A distinção entre um abscesso estéril e um infeccioso é importante para o tratamento. O diagnóstico é clínico, com base na aparência e tempo de surgimento da lesão. A suspeita de um evento adverso deve levar à avaliação médica e à notificação. Em termos de tratamento e conduta, um abscesso quente deve ser avaliado e tratado conforme a necessidade (drenagem, antibióticos se houver infecção). Crucialmente, a ocorrência de um abscesso local não é uma contraindicação para as doses subsequentes da vacina DTP, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. O esquema vacinal deve ser completado para garantir a imunização completa. A notificação do evento adverso é obrigatória para a vigilância epidemiológica, contribuindo para a segurança e monitoramento contínuo das vacinas.
Os eventos adversos locais mais comuns incluem dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção. Reações mais graves, como abscessos estéreis (quentes ou frios) ou linfadenite, são menos frequentes, mas devem ser monitoradas e notificadas.
As contraindicações absolutas para doses futuras de uma vacina são raras e incluem reações anafiláticas confirmadas à dose anterior ou a um componente da vacina, e encefalopatia não atribuível a outra causa que ocorra nos 7 dias após a vacinação com DTP.
A notificação é fundamental para a vigilância epidemiológica, permitindo monitorar a segurança das vacinas, identificar padrões de eventos adversos, investigar causas e, se necessário, ajustar as recomendações ou formulações das vacinas, garantindo a segurança dos programas de imunização.
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