UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
José tem 4 meses de idade, veio à UBS para receber vacinas. A mãe está preocupada porque, durante a vacinação recebida aos 2 meses, apresentou, nas primeiras 24 horas após a vacina, febre e convulsão, foi inclusive levado para atendimento na emergência. Não realizou a vacina prevista para os 3 meses porque a mãe teve medo. Neste caso, a conduta correta é
Convulsão febril pós-vacina DTPw → próxima dose DTPa (acelular) no CRIE, notificar evento adverso.
A ocorrência de convulsão febril nas primeiras 24-48 horas após a vacina DTP de células inteiras (componente da pentavalente) não é uma contraindicação para futuras doses, mas indica a necessidade de substituir o componente pertussis por uma vacina acelular (DTPa), que possui menor reatogenicidade. O encaminhamento ao CRIE (Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais) é a conduta correta para essa administração e notificação do evento adverso.
A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, mas eventos adversos podem ocorrer, gerando preocupação nos pais e desafios para os profissionais de saúde. A convulsão febril é um evento adverso conhecido da vacina DTP de células inteiras (DTPw), que faz parte da vacina pentavalente. Embora assustadora, a convulsão febril pós-vacina é geralmente benigna e não causa sequelas neurológicas a longo prazo. É fundamental que o residente saiba diferenciar eventos adversos graves de reações esperadas e como manejá-los adequadamente. A fisiopatologia da convulsão febril pós-vacina está relacionada à resposta inflamatória e febril induzida pelo componente pertussis de células inteiras. A vacina DTP acelular (DTPa) foi desenvolvida para ter menor reatogenicidade, mantendo a eficácia. Portanto, em casos de convulsão febril após DTPw, a recomendação é continuar o esquema vacinal com a DTPa. O encaminhamento ao Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) é crucial, pois esses centros possuem as vacinas especiais e a expertise para avaliar e acompanhar esses casos, além de serem responsáveis pela notificação dos eventos adversos pós-vacinação (EAPV) aos sistemas de vigilância. É essencial tranquilizar os pais, explicar a natureza do evento adverso e a importância de manter o calendário vacinal, adaptando-o quando necessário. A notificação dos EAPV é um pilar da farmacovigilância, permitindo o monitoramento contínuo da segurança das vacinas e a identificação de possíveis problemas. A conduta correta garante a proteção da criança contra doenças imunopreveníveis, minimizando riscos e fortalecendo a confiança na vacinação.
A convulsão febril após a vacina pentavalente (especialmente pelo componente pertussis de células inteiras, DTPw) não é uma contraindicação para as doses subsequentes. A conduta correta é substituir o componente pertussis por uma vacina acelular (DTPa), que tem menor risco de eventos adversos febris.
O CRIE é o local indicado para a administração de imunobiológicos especiais, como a vacina DTPa, em situações específicas como eventos adversos graves. Além disso, é responsável pela notificação e investigação desses eventos, garantindo a segurança e a continuidade da vacinação.
As contraindicações absolutas para o componente pertussis da pentavalente incluem encefalopatia nos 7 dias após dose anterior de DTP, e reação anafilática a qualquer componente da vacina. Convulsão febril ou febre alta não são contraindicações absolutas, mas indicam a necessidade de DTPa.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo