MedEvo Simulado — Prova 2025
Bento, um lactente de 2 meses de idade, é trazido pelos pais ao pronto-socorro pediátrico cerca de 8 horas após receber as vacinas de rotina do calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para essa idade. Os pais relatam que, desde o final da tarde, Bento tem apresentado febre de 39,5°C, irritabilidade intensa e choro inconsolável que não cede com as medidas habituais, além de inchaço, dor e calor local na coxa onde recebeu uma das injeções. No momento da avaliação, Bento está afebril após a administração de paracetamol pelos pais, mas ainda demonstra muita irritabilidade e desconforto ao toque na coxa. Considerando o quadro clínico e o calendário vacinal, qual vacina está mais provavelmente associada a esse perfil de evento adverso pós-vacinação?
Febre alta, irritabilidade e reação local intensa pós-vacina <24h em lactente = suspeitar de componente DTP da Pentavalente.
A vacina Pentavalente, especialmente o componente DTP (difteria, tétano, coqueluche), é frequentemente associada a eventos adversos locais e sistêmicos como febre alta, irritabilidade e dor no local da aplicação, que geralmente ocorrem nas primeiras 24-48 horas.
A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, mas pode estar associada a eventos adversos pós-vacinação (EAPV). É crucial que profissionais de saúde saibam identificar e manejar essas reações, especialmente em lactentes. A vacina Pentavalente (DTPa/Hib/HepB), administrada aos 2, 4 e 6 meses de idade no PNI, é frequentemente associada a reações locais (dor, inchaço, calor) e sistêmicas (febre, irritabilidade, choro inconsolável) devido ao componente DTP. A fisiopatologia das reações vacinais envolve a resposta imune do organismo aos antígenos vacinais, liberando citocinas inflamatórias que causam os sintomas. A febre é uma resposta comum e esperada, mas febre alta e irritabilidade intensa devem ser monitoradas. O diagnóstico é clínico, baseado na temporalidade dos sintomas após a vacinação. É importante diferenciar essas reações de outras condições clínicas. O manejo das reações vacinais comuns é sintomático, com analgésicos/antitérmicos (paracetamol, ibuprofeno) e compressas frias no local. Os pais devem ser orientados sobre os possíveis EAPV e quando procurar atendimento médico. A educação sobre a segurança das vacinas é fundamental para manter a confiança na imunização e garantir a adesão ao calendário vacinal.
Os eventos adversos mais comuns incluem febre, irritabilidade, dor, inchaço e vermelhidão no local da aplicação. Reações mais graves são raras, mas devem ser investigadas.
Geralmente, as reações ocorrem nas primeiras 24 a 48 horas após a vacinação, sendo a febre e a irritabilidade as mais frequentes e de curta duração.
Reações comuns são autolimitadas. Sinais de alerta para eventos graves incluem choro persistente por horas, convulsões, palidez ou prostração, exigindo avaliação médica imediata.
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