EAPV: Notificação e Importância na Vigilância Vacinal

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022

Enunciado

Assinale a CORRETA:

Alternativas

  1. A) A primeira campanha de vacinação em massa no Brasil foi organizada com o objetivo de erradicar a catapora. Porém o Programa Nacional de Imunizações foi criado somente em 1954 quando aconteceu a primeira campanha nacional contra a tuberculose.
  2. B) Evento adverso pós-vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência indesejada com relação temporal após administração de imunobiológicos. Qualquer unidade de saúde pública ou privada que administra imunobiológicos deve notificar a ocorrência de um EAPV prontamente com o preenchimento de formulário próprio a ser encaminhado à Vigilância Epidemiológica.
  3. C) A vacina para hepatite B é produzida com micro-organismos geneticamente modificados, pela inserção do fragmento de DNA do antígeno em determinado micro-organismo para a produção de proteína imunogênica. Sendo esta a definição de uma vacina conjugada.
  4. D) A vacina da Febre Amarela administrada concomitantemente com a Tri ou Tetraviral é um exemplo de administração simultânea de vacinas que apontam taxas de soroconversão e reações adversas, via de regra, semelhantes às observadas quando as vacinas são administradas em separadamente. Sendo esses exemplos de vacinas inativas.

Pérola Clínica

EAPV = qualquer evento indesejado pós-vacina. Notificação OBRIGATÓRIA por qualquer unidade de saúde à Vigilância Epidemiológica.

Resumo-Chave

Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) são ocorrências indesejadas com relação temporal à administração de imunobiológicos e sua notificação é compulsória por todas as unidades de saúde, públicas ou privadas, à Vigilância Epidemiológica.

Contexto Educacional

A vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) é um componente essencial dos programas de imunização, visando garantir a segurança e a confiança nas vacinas. Um EAPV é definido como qualquer ocorrência indesejada com relação temporal após a administração de imunobiológicos, independentemente de uma relação causal ter sido estabelecida. A notificação de EAPV é um dever de todas as unidades de saúde, públicas ou privadas, que administram vacinas, e deve ser feita prontamente à Vigilância Epidemiológica. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Brasil, criado em 1973, é responsável pela coordenação das campanhas de vacinação e pela vigilância dos EAPV. A primeira campanha de vacinação em massa no Brasil foi contra a varíola, no início do século XX, e não contra a catapora. A vacina para hepatite B é, de fato, produzida por engenharia genética (vacina recombinante), mas esta não é a definição de vacina conjugada; vacinas conjugadas ligam um antígeno polissacarídeo a uma proteína carreadora para aumentar a imunogenicidade. A administração simultânea de vacinas, como a da Febre Amarela com a Tríplice Viral, é uma prática segura e eficaz, com taxas de soroconversão e reações adversas geralmente semelhantes às observadas quando administradas separadamente. No entanto, a vacina da Febre Amarela e a Tríplice Viral são exemplos de vacinas atenuadas (vivas), e não inativadas. A correta compreensão desses conceitos é fundamental para a prática clínica e para a segurança do paciente.

Perguntas Frequentes

O que é um Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV)?

EAPV é qualquer ocorrência indesejada, não intencional, que acontece após a administração de um imunobiológico, tendo uma relação temporal com a vacinação, mas não necessariamente uma relação causal comprovada. Pode variar de reações leves a eventos graves.

Quem deve notificar um EAPV e para quem?

Qualquer unidade de saúde, pública ou privada, que administre imunobiológicos, tem a responsabilidade de notificar prontamente a ocorrência de um EAPV. A notificação deve ser encaminhada à Vigilância Epidemiológica, utilizando formulário próprio para registro e investigação.

Por que a notificação de EAPV é tão importante?

A notificação de EAPV é crucial para o monitoramento contínuo da segurança das vacinas, identificação de possíveis problemas com lotes específicos, avaliação de novas vacinas, detecção de eventos raros e manutenção da confiança pública nos programas de imunização, garantindo a qualidade e eficácia das campanhas.

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