Pré-eclâmpsia: Etiopatogenia e Predição por Dopplerfluxometria

HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015

Enunciado

Com relação à etiopatogenia da pré-eclâmpsia, qual das teorias melhor explica a DHEG, qual o exame que pode prever este fato, qual o achado e com quantas semanas é feito?

Alternativas

  1. A) Teoria da isquemia placentária (falta da segunda onda de invasão trofoblástica), Ecografia morfológica fetal, prega nucal com11 a 13 semanas
  2. B) Teoria do Sofrimento Fetal, Dopplerfluxometria, incisura bilateral de artérias uterinas, 15-18 semanas
  3. C) Teoria da isquemia placentária (falta da segunda onda de invasão trofoblástica), Dopplerfluxometria, incisura bilateral de artérias uterinas, após 20-23 semanas
  4. D) Teoria da isquemia placentária (falta da segunda onda de invasão trofoblástica), Dopplerfluxometria de artéria umbilical e cerebral média, centralização, 28 semanas
  5. E) Teoria da isquemia placentária (falta da primeira onda de invasão trofoblástica), cardiotocografia, DIP 2, 20-23 semanas

Pérola Clínica

Pré-eclâmpsia = isquemia placentária (falha 2ª onda invasão trofoblástica) + Dopplerfluxometria (incisura bilateral artérias uterinas) > 20-23 semanas.

Resumo-Chave

A pré-eclâmpsia é explicada pela teoria da isquemia placentária, resultante da falha da segunda onda de invasão trofoblástica, que leva à remodelagem inadequada das artérias espiraladas. A dopplerfluxometria das artérias uterinas, com achado de incisura bilateral após 20-23 semanas, pode predizer o risco.

Contexto Educacional

A pré-eclâmpsia, parte das Doenças Hipertensivas Específicas da Gestação (DHEG), é uma síndrome multissistêmica de etiologia complexa e multifatorial, caracterizada por hipertensão e proteinúria após 20 semanas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal globalmente, sendo crucial para a prática obstétrica e para provas de residência. A teoria mais aceita para sua etiopatogenia é a da isquemia placentária. Esta ocorre devido a uma falha na segunda onda de invasão trofoblástica, um processo fisiológico em que as células trofoblásticas invadem as artérias espiraladas maternas, remodelando-as em vasos de baixa resistência e alta capacitância. Quando essa invasão é inadequada, as artérias permanecem estreitas e reativas, levando à má perfusão placentária e à liberação de fatores antiangiogênicos na circulação materna. A dopplerfluxometria das artérias uterinas é um exame importante para a predição da pré-eclâmpsia. A persistência de uma incisura bilateral (notch) e/ou um aumento do índice de pulsatilidade nas artérias uterinas após 20-23 semanas de gestação são achados que indicam alta resistência vascular placentária e estão associados a um risco aumentado de desenvolver a doença. O manejo envolve monitoramento rigoroso e, em casos graves, a interrupção da gestação.

Perguntas Frequentes

Qual a principal teoria etiopatogênica da pré-eclâmpsia?

A teoria mais aceita é a da isquemia placentária, que ocorre devido a uma falha na segunda onda de invasão trofoblástica, resultando em remodelagem inadequada das artérias espiraladas e consequente má perfusão placentária.

Qual exame pode prever o risco de pré-eclâmpsia e qual seu achado característico?

A dopplerfluxometria das artérias uterinas pode predizer o risco, com o achado de incisura bilateral (notch) e/ou aumento do índice de pulsatilidade após 20-23 semanas de gestação, indicando alta resistência vascular.

Em que período gestacional a incisura bilateral nas artérias uterinas é mais relevante para a predição de pré-eclâmpsia?

A persistência da incisura bilateral nas artérias uterinas após 20-23 semanas de gestação é o achado mais significativo para a predição de pré-eclâmpsia, especialmente a de início precoce.

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