UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
O transtorno do espectro autista (TEA) é um grupo de síndromes neuroevolutivas que se caracteriza por uma ampla gama de problemas na comunicação social e por comportamentos restritos e repetitivos. Sobre o TEA, assinalar a alternativa CORRETA:
TEA: etiologia multifatorial, com forte componente genético e associação a diversas síndromes genéticas e fatores de risco pré-natais.
O TEA é um transtorno complexo com uma base genética significativa, sendo parte do fenótipo de várias síndromes genéticas. Fatores ambientais e idade parental avançada também contribuem para o risco.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um grupo heterogêneo de condições neurodesenvolvimentais caracterizadas por déficits persistentes na comunicação social e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Sua prevalência tem aumentado globalmente, e o reconhecimento precoce é fundamental para intervenções eficazes. A etiologia do TEA é multifatorial, envolvendo uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais. Há um forte componente genético, com inúmeros genes e síndromes genéticas (como a Síndrome do X Frágil, Esclerose Tuberosa) associadas ao transtorno, onde o TEA pode ser parte de um fenótipo mais amplo. Fatores de risco pré-natais, como idade parental avançada (materna e paterna), prematuridade e exposição a certas infecções ou toxinas, também contribuem para a suscetibilidade. O diagnóstico do TEA é clínico, baseado em critérios do DSM-5, e o manejo é multidisciplinar, focado em terapias comportamentais, educacionais e de fala. É comum a presença de comorbidades como TDAH, ansiedade e depressão, que devem ser identificadas e tratadas para otimizar o desenvolvimento e a qualidade de vida do indivíduo.
Os principais fatores de risco para o TEA incluem uma forte predisposição genética, com inúmeras síndromes genéticas associadas. Outros fatores são a idade parental avançada (materna e paterna), prematuridade, baixo peso ao nascer e exposição a certas substâncias durante a gestação.
O TEA é diagnosticado com uma frequência significativamente maior em meninos do que em meninas, geralmente na proporção de 4:1. No entanto, as meninas podem apresentar um fenótipo mais sutil, o que pode levar a um subdiagnóstico ou diagnóstico tardio.
Crianças com TEA frequentemente apresentam comorbidades como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ansiedade, depressão, transtornos do sono, epilepsia e transtornos gastrointestinais. A identificação e manejo dessas comorbidades são cruciais para o plano terapêutico.
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