UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Leia o relato clínico a seguir.M.T.O., de 62 anos, viúva, comparece ao consultório com queixa principal de sensação de “bola na vagina”. Relata sensação de abaulamento vaginal há dois anos, com piora dos sintomas há seis meses e dificuldade de iniciar a micção, com necessidade de reduzir o prolapso para urinar, associado à sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Nega perda de urina. Teve depressão, insôniae menopausa aos 40 anos de idade. Usa amitriptilina uma vez à noite. G6 P5n A1, IMC: 34,65. Exame especular: atrofia vulvovaginal, sem perda de urina, presença de prolapso uterino total, estágio IV e contração fraca da musculatura do assoalho pélvico.Em relação ao diagnóstico da paciente, sabe-se que:
Multiparidade, parto vaginal e obesidade são fatores de risco primários para distopias genitais, como o prolapso uterino.
A etiologia das distopias genitais é multifatorial, mas a multiparidade e o parto vaginal transpélvico são reconhecidos como os principais fatores de risco devido ao trauma e enfraquecimento das estruturas de suporte pélvico. A obesidade e a atrofia pós-menopausa também contribuem significativamente para a progressão da doença.
O prolapso de órgãos pélvicos (POP) é uma condição comum, especialmente em mulheres multíparas e pós-menopausa, caracterizada pelo abaulamento de um ou mais órgãos pélvicos na vagina. Sua prevalência aumenta com a idade e é uma causa significativa de morbidade, afetando a qualidade de vida de milhões de mulheres. A compreensão de sua etiologia multifatorial é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A fisiopatologia envolve o enfraquecimento ou dano das estruturas de suporte do assoalho pélvico, incluindo músculos, fáscias e ligamentos. Fatores como multiparidade, partos vaginais traumáticos, obesidade, deficiência estrogênica pós-menopausa e aumento crônico da pressão intra-abdominal (tosse, constipação) são contribuintes importantes. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, com estadiamento utilizando sistemas como o POP-Q. O tratamento varia desde medidas conservadoras, como fisioterapia do assoalho pélvico e pessários, até abordagens cirúrgicas. A escolha depende do grau do prolapso, sintomas, idade da paciente e desejo de preservar a função sexual ou reprodutiva. A prevenção, através do controle de peso e exercícios do assoalho pélvico, é um ponto de atenção importante na saúde da mulher.
Os principais fatores de risco incluem multiparidade, parto vaginal, obesidade, idade avançada, menopausa (com deficiência estrogênica), constipação crônica e condições que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse crônica.
A multiparidade e o parto vaginal podem causar lesões nos músculos, fáscias e ligamentos do assoalho pélvico, resultando em enfraquecimento das estruturas de suporte e predispondo ao prolapso de órgãos pélvicos.
A menopausa leva à deficiência estrogênica, que causa atrofia dos tecidos conjuntivos e musculares do assoalho pélvico, diminuindo sua força e elasticidade e contribuindo para a progressão ou surgimento do prolapso.
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