SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
No diagnóstico de pneumonia adquirida na comunidade, o agente etiológico mais frequente na faixa etária até 2 meses e entre 7 meses e 5 anos é, respectivamente:
PAC < 2 meses → Estreptococo do grupo B (transmissão vertical); PAC > 2 meses a 5 anos → Streptococcus pneumoniae (pneumococo).
A etiologia da pneumonia comunitária (PAC) em pediatria é fortemente dependente da faixa etária. Em neonatos, prevalecem os agentes do canal de parto, como o Estreptococo do grupo B. A partir dos 2-3 meses, o Streptococcus pneumoniae torna-se o principal agente bacteriano.
A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma das principais causas de morbimortalidade infantil em todo o mundo. A abordagem diagnóstica e terapêutica depende fundamentalmente da idade do paciente, pois o perfil epidemiológico dos agentes etiológicos varia significativamente. No período neonatal (até 2-3 meses de vida), a transmissão de patógenos ocorre predominantemente de forma vertical, durante a gestação ou o parto. Por isso, os agentes mais comuns são aqueles que colonizam o trato genital materno, como o Streptococcus agalactiae (Estreptococo do Grupo B), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. A apresentação clínica pode ser inespecífica, fazendo parte de um quadro de sepse neonatal. Entre 3 meses e 5 anos, a transmissão passa a ser horizontal (comunitária). O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) emerge como o principal agente bacteriano, responsável pela maioria dos casos de pneumonia bacteriana típica (lobar). Outros agentes como Haemophilus influenzae tipo b (em não vacinados) e Moraxella catarrhalis também podem ocorrer. O tratamento empírico inicial visa, portanto, cobrir primariamente o pneumococo.
Em neonatos, os principais agentes são de transmissão perinatal (canal de parto), incluindo o Estreptococo do grupo B (S. agalactiae), bacilos gram-negativos como E. coli, e Listeria monocytogenes.
Para um lactente com PAC necessitando de internação, o tratamento empírico deve cobrir o S. pneumoniae. Esquemas com penicilina cristalina ou ampicilina intravenosa são a primeira escolha na maioria dos casos.
Em crianças com mais de 5 anos, além do S. pneumoniae, os agentes atípicos, principalmente o Mycoplasma pneumoniae e a Chlamydophila pneumoniae, tornam-se muito mais prevalentes e devem ser considerados no diagnóstico diferencial e terapêutico.
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