SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Considerando a Mononucleose Infecciosa (MI), assinale a alternativa correta.
Mononucleose Infecciosa = causada por EBV em >90% dos casos; amoxicilina contraindicada; risco de ruptura esplênica.
A Mononucleose Infecciosa é classicamente causada pelo Vírus Epstein-Barr (EBV) na vasta maioria dos casos. É importante notar que o uso de amoxicilina ou ampicilina em pacientes com MI pode levar a um rash cutâneo característico, e a esplenomegalia, embora comum, aumenta o risco de ruptura esplênica, exigindo restrição de atividades físicas.
A Mononucleose Infecciosa (MI), popularmente conhecida como "doença do beijo", é uma síndrome clínica causada predominantemente pelo Vírus Epstein-Barr (EBV), um herpesvírus humano, responsável por mais de 90% dos casos. A transmissão ocorre principalmente através da saliva. A doença é caracterizada pela tríade de febre, faringite e linfadenopatia, frequentemente acompanhada de fadiga intensa e esplenomegalia. É mais comum em adolescentes e adultos jovens, embora possa ocorrer em qualquer idade. O diagnóstico da MI é clínico, mas pode ser confirmado por exames laboratoriais. O hemograma geralmente revela linfocitose com linfócitos atípicos. O teste de anticorpos heterófilos (teste de Paul-Bunnell ou Monoteste) é amplamente utilizado, mas pode ser negativo em crianças pequenas e no início da doença. A sorologia específica para EBV (IgM e IgG anti-VCA, anti-EA, anti-EBNA) é mais sensível e específica, especialmente para diferenciar infecção aguda de infecção passada. O tratamento da MI é sintomático, com repouso, hidratação e analgésicos/antipiréticos. Antibióticos não são indicados e a amoxicilina/ampicilina deve ser evitada devido ao risco de rash cutâneo. A esplenomegalia é uma preocupação importante, pois aumenta o risco de ruptura esplênica, uma complicação rara, mas grave; por isso, atividades físicas de contato devem ser restritas. Complicações neurológicas, embora menos comuns, podem ocorrer, incluindo meningite, encefalite e síndrome de Guillain-Barré. Residentes devem estar cientes dessas nuances para um manejo adequado.
O Vírus Epstein-Barr (EBV) é o agente etiológico mais comum da Mononucleose Infecciosa, sendo responsável por mais de 90% dos casos. Outros vírus, como o citomegalovírus (CMV), também podem causar uma síndrome mononucleose-símile.
A amoxicilina (e ampicilina) é contraindicada porque pode induzir um rash cutâneo maculopapular em até 90% dos pacientes com Mononucleose Infecciosa, o que pode ser erroneamente interpretado como uma alergia ao antibiótico. O tratamento da MI é sintomático, sem necessidade de antibióticos.
A principal complicação da esplenomegalia na Mononucleose Infecciosa é a ruptura esplênica, uma emergência médica rara, mas grave. Para preveni-la, recomenda-se evitar atividades físicas de contato e exercícios extenuantes por pelo menos 3 a 4 semanas após o início dos sintomas, ou até a resolução da esplenomegalia.
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