Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Os agentes abaixo constituem etiologia frequente de meningite neonatal, EXCETO:
Meningite neonatal: S. agalactiae, E. coli, L. monocytogenes são comuns. H. influenzae é rara no período neonatal.
As principais causas de meningite neonatal são bactérias adquiridas no período perinatal, como Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. Haemophilus influenzae, embora comum em crianças maiores, é uma causa rara de meningite no período neonatal devido à imaturidade do sistema imune e à proteção de anticorpos maternos.
A meningite neonatal é uma infecção grave do sistema nervoso central que ocorre em recém-nascidos, com alta morbidade e mortalidade. Sua incidência é maior em prematuros e bebês de baixo peso. Os agentes etiológicos mais comuns são bactérias adquiridas verticalmente da mãe durante o parto ou horizontalmente no ambiente hospitalar. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para minimizar sequelas neurológicas. Os principais agentes bacterianos responsáveis pela meningite neonatal incluem Streptococcus agalactiae (GBS), Escherichia coli e Listeria monocytogenes. O GBS é a causa mais comum de sepse e meningite de início precoce em neonatos. E. coli e outros bacilos Gram-negativos entéricos são também importantes, especialmente em prematuros. Listeria monocytogenes, embora menos comum, é um patógeno relevante devido à sua gravidade e à necessidade de cobertura específica no tratamento empírico. Haemophilus influenzae, por outro lado, é uma causa frequente de meningite em crianças maiores, especialmente antes da era da vacina Hib. No período neonatal, é extremamente rara, devido à imaturidade do sistema imune do recém-nascido e à presença de anticorpos maternos protetores. Portanto, ao considerar a etiologia da meningite neonatal, é fundamental focar nos patógenos prevalentes nesse grupo etário específico para guiar o diagnóstico e a terapia antimicrobiana empírica.
Fatores de risco incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, ruptura prolongada de membranas, corioamnionite, colonização materna por GBS, procedimentos invasivos e malformações congênitas do sistema nervoso central.
O tratamento empírico inicial geralmente consiste em uma combinação de ampicilina (para cobrir Listeria e GBS) e um aminoglicosídeo (como gentamicina) ou uma cefalosporina de terceira geração (como cefotaxima) para cobrir bacilos Gram-negativos como E. coli.
Os sintomas de meningite neonatal são inespecíficos e podem incluir letargia, irritabilidade, recusa alimentar, hipotermia ou febre, convulsões, fontanela abaulada e apneia. A diferenciação requer alta suspeição clínica e punção lombar para análise do líquor.
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