Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
Sobre as infecções do sítio cirúrgico, assinale a alternativa incorreta.
A fonte mais comum de microrganismos em Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) é endógena (microbiota do paciente), não exógena.
As infecções do sítio cirúrgico são uma complicação comum, e é fundamental compreender sua epidemiologia. A maioria dos patógenos responsáveis provém da própria flora bacteriana do paciente (endógena), que pode contaminar a ferida durante ou após o procedimento cirúrgico, e não primariamente de fontes externas (exógenas).
As Infecções do Sítio Cirúrgico (ISC) representam uma das complicações mais comuns e onerosas em cirurgia, impactando significativamente a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A compreensão de sua etiologia e classificação é fundamental para a prevenção e manejo eficazes. A fonte mais comum de microrganismos para as ISC é a microbiota endógena do paciente, que pode ser translocada para o sítio cirúrgico durante o procedimento ou no período pós-operatório. As ISC são categorizadas em superficial, profunda e de espaço orgânico, dependendo da profundidade e localização da infecção. O Staphylococcus aureus é o patógeno mais frequentemente isolado, seguido por outras bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, dependendo do tipo de cirurgia e da flora local. A maioria das ISC manifesta-se entre o quinto e o sexto dia após a cirurgia, embora possam ocorrer mais tardiamente, especialmente as infecções de espaço orgânico. A prevenção das ISC envolve uma abordagem multifacetada, incluindo a preparação adequada da pele do paciente, profilaxia antibiótica cirúrgica, técnicas assépticas rigorosas, controle glicêmico e normotermia. O reconhecimento de que a flora do próprio paciente é a principal fonte de infecção direciona muitas das estratégias preventivas, como a descolonização de S. aureus em pacientes de alto risco e a otimização da saúde geral do paciente antes da cirurgia.
A principal fonte de microrganismos nas infecções do sítio cirúrgico é endógena, ou seja, a própria microbiota do paciente, presente na pele, mucosas ou trato gastrointestinal, que pode contaminar a ferida operatória.
As infecções do sítio cirúrgico são classificadas em três tipos: superficial (envolve pele e tecido subcutâneo), profunda (envolve fáscia e músculo) e de espaço orgânico (envolve qualquer parte da anatomia diferente da incisão, manipulada durante a cirurgia).
O patógeno mais comumente associado às infecções do sítio cirúrgico é o Staphylococcus aureus, tanto as cepas sensíveis quanto as resistentes à meticilina (MRSA), devido à sua presença frequente na pele e mucosas.
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