HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
Com relação aos abscessos hepáticos, assinale a alternativa correta.
Abscesso hepático piogênico → etiologia mais comum: infecções da árvore biliar.
Abscessos hepáticos piogênicos são frequentemente secundários a infecções ascendentes da árvore biliar (colangite), sendo esta a causa mais comum na atualidade. O tratamento envolve antibioticoterapia e, muitas vezes, drenagem percutânea.
Abscessos hepáticos são coleções purulentas no parênquima hepático, representando uma condição grave com alta morbimortalidade se não tratada adequadamente. Podem ser classificados como piogênicos ou amebianos, com etiologias, apresentações clínicas e abordagens terapêuticas distintas. A compreensão da epidemiologia e dos fatores de risco é crucial para o diagnóstico precoce e manejo eficaz. A etiologia dos abscessos hepáticos piogênicos tem mudado ao longo do tempo. Atualmente, as infecções da árvore biliar (colangite, cálculos biliares, estenoses) são a causa mais comum, seguidas por disseminação portal (diverticulite, apendicite) ou hematogênica (endocardite). O diagnóstico é baseado em achados clínicos (febre, dor abdominal, hepatomegalia), laboratoriais (leucocitose, elevação de enzimas hepáticas) e, principalmente, exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O tratamento dos abscessos hepáticos piogênicos envolve antibioticoterapia prolongada e, na maioria dos casos, drenagem da coleção, preferencialmente percutânea guiada por imagem. A drenagem cirúrgica é reservada para falha da drenagem percutânea, abscessos múltiplos ou complexos. Já os abscessos amebianos, causados pela Entamoeba histolytica, são tratados primariamente com metronidazol, sendo a drenagem indicada apenas em situações específicas.
As principais causas incluem infecções da árvore biliar (piogênicos), amebíase (amebianos) e disseminação hematogênica. Atualmente, as infecções biliares são a causa mais comum de abscessos piogênicos.
O tratamento inicial envolve antibioticoterapia empírica de amplo espectro, cobrindo gram-negativos e anaeróbios, e drenagem percutânea guiada por imagem, se o tamanho e localização permitirem.
Abscessos piogênicos requerem antibióticos e frequentemente drenagem. Abscessos amebianos são tratados primariamente com metronidazol, e a drenagem é reservada para casos de falha terapêutica, risco de ruptura ou abscesso muito grande.
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