UEPA - Universidade do Estado do Pará - Santarém — Prova 2017
Na área da saúde, a ética é utilizada na pesquisa clínica, no desenvolvimento das atividades e nas relações com as pessoas. Deve-se ter cuidado para não banalizar os aspectos éticos, quando se realiza solicitações, confundindo ética, moral e direito. Considerando tais aspectos, a alternativa correta para essa situação é:
Ultrassonografia obstétrica rotineira ≠ redução morbimortalidade materna/perinatal, levantando questões éticas e de custo-benefício.
A ética médica e a bioética orientam o uso racional de tecnologias. A ultrassonografia obstétrica, embora valiosa em indicações específicas, não demonstrou benefício na redução da morbimortalidade quando realizada rotineiramente em gestações de baixo risco, levantando questões sobre custo-benefício e medicalização da gravidez.
A ética médica e a bioética são pilares fundamentais na prática clínica, guiando as decisões dos profissionais de saúde em todas as áreas, incluindo a obstetrícia. Elas se manifestam na pesquisa, no desenvolvimento de atividades e nas relações interpessoais, buscando sempre o bem-estar do paciente e o uso racional dos recursos. É crucial diferenciar ética, moral e direito para evitar a banalização de conceitos e garantir uma prática responsável. No contexto da gravidez, a ultrassonografia obstétrica é um procedimento amplamente utilizado e de grande valor diagnóstico em diversas situações. Contudo, a questão levanta um ponto importante sobre o seu uso rotineiro. Apesar de ser um exame sofisticado e frequentemente solicitado, estudos e diretrizes de saúde pública indicam que sua realização de forma indiscriminada em gestações de baixo risco não resulta em uma redução significativa da morbimortalidade materna ou perinatal. Isso implica uma reflexão sobre a efetividade e o custo-benefício de intervenções. A compreensão desse princípio é vital para residentes e profissionais, pois ressalta a importância da medicina baseada em evidências. A escolha de procedimentos deve ser guiada não apenas pela disponibilidade ou popularidade, mas pela sua capacidade comprovada de melhorar desfechos clínicos, otimizando recursos e evitando a medicalização desnecessária da gestação, sempre com foco na segurança e no benefício real para a mãe e o bebê.
A ética médica exige que a solicitação de exames seja baseada em evidências de benefício clínico, evitando a medicalização desnecessária, o uso excessivo de recursos e a exposição do paciente a procedimentos sem real indicação.
Embora comum, a ultrassonografia obstétrica rotineira em gestações de baixo risco não demonstrou reduzir a morbimortalidade materna ou perinatal, segundo diversas diretrizes, que priorizam sua indicação para situações clínicas específicas.
A medicalização excessiva pode levar a intervenções desnecessárias, aumento da ansiedade materna, custos elevados e desvio de recursos de áreas com maior impacto na saúde materno-infantil, sem benefícios comprovados.
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