PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2017
Sobre ética em cirurgia, assinale a alternativa CORRETA:
Ética cirúrgica: Paciente tem autonomia; nem toda PCR em sala cirúrgica exige reanimação (DNR, futilidade).
A ética médica moderna enfatiza a autonomia do paciente e a tomada de decisão compartilhada. O consentimento informado não é um cheque em branco, e a decisão de não reanimar (DNR) ou a futilidade terapêutica são considerações éticas válidas, mesmo em ambiente cirúrgico, desde que previamente discutidas e documentadas.
A ética em cirurgia é um pilar essencial da prática médica, guiando a relação entre o cirurgião e o paciente e assegurando que as decisões sejam tomadas com base no respeito, na beneficência e na não maleficência. O consentimento informado é um processo contínuo de comunicação, onde o paciente, de forma autônoma, após receber todas as informações relevantes sobre seu diagnóstico, opções de tratamento, riscos, benefícios e alternativas, decide sobre sua conduta terapêutica. Não se trata de um mero documento legal, mas de um diálogo que empodera o paciente. Um ponto crucial na ética cirúrgica é a compreensão de que a autonomia do paciente prevalece. Isso significa que, mesmo após assinar o termo de consentimento, o paciente tem o direito de questionar, mudar de ideia ou recusar um tratamento. Além disso, a ideia de que todo paciente em parada cardiorrespiratória (PCR) deve ser reanimado é um equívoco. Diretivas antecipadas de vontade, como a Ordem de Não Reanimar (DNR), ou a avaliação de futilidade terapêutica, são considerações éticas válidas que podem levar à decisão de não iniciar ou descontinuar manobras de reanimação, sempre respeitando a dignidade do paciente e seus desejos previamente expressos. Para residentes, é fundamental internalizar esses princípios. A comunicação eficaz, a capacidade de explicar procedimentos em linguagem acessível e o respeito às escolhas do paciente são habilidades tão importantes quanto a técnica cirúrgica. A compreensão de que o termo de consentimento deve ser um instrumento de clareza e não de imposição é vital para uma prática ética e humanizada. A discussão sobre DNR e futilidade deve ser proativa e documentada, evitando dilemas éticos em momentos de crise.
A autonomia do paciente é fundamental, garantindo seu direito de tomar decisões sobre seu próprio corpo e tratamento, mesmo que difiram da opinião médica. O cirurgião deve informar e orientar, mas a decisão final é do paciente.
A reanimação pode não ser indicada se houver uma ordem de não reanimar (DNR) previamente estabelecida pelo paciente (ou seu representante legal), se o tratamento for considerado fútil, ou se houver diretivas antecipadas de vontade que recusem a reanimação.
O termo de consentimento informado deve ser redigido em linguagem clara, simples e compreensível para o paciente, evitando jargões técnicos médicos excessivos, para garantir que ele entenda plenamente os riscos, benefícios e alternativas do procedimento.
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