FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Em relação às questões éticas ao atender um adolescente, assinale a alternativa correta.
Consulta adolescente: momento a sós com médico garante privacidade, sigilo e confidencialidade, respeitando sua autonomia.
É crucial que o adolescente tenha um momento a sós com o médico durante a consulta, sem a presença dos pais ou responsáveis. Esta prática garante o direito à privacidade, sigilo e confidencialidade, incentivando a comunicação aberta sobre temas sensíveis e promovendo a autonomia do adolescente em relação à sua saúde.
O atendimento médico ao adolescente apresenta desafios éticos e legais específicos, principalmente em relação à privacidade, sigilo e confidencialidade. A fase da adolescência é marcada pela busca por autonomia e identidade, e o ambiente da consulta médica deve refletir esse desenvolvimento, promovendo a confiança e a comunicação aberta. É uma prática essencial e recomendada que, durante a consulta, haja um momento em que o adolescente esteja a sós com o profissional de saúde, sem a presença dos pais ou responsáveis. Este espaço exclusivo permite que o adolescente se sinta seguro para expressar preocupações, fazer perguntas e discutir temas que talvez não abordasse na presença de seus responsáveis, como sexualidade, uso de substâncias, saúde mental e violência. A garantia do sigilo e da confidencialidade é fundamental para estabelecer um vínculo de confiança. Embora os pais tenham direitos sobre seus filhos menores, a autonomia progressiva do adolescente deve ser respeitada. A quebra do sigilo só deve ocorrer em situações de risco iminente à vida ou à saúde do adolescente ou de terceiros, e sempre que possível, com a participação e informação do próprio adolescente.
O atendimento a sós permite que o adolescente se sinta mais à vontade para discutir questões sensíveis, como sexualidade, uso de drogas, saúde mental e violência, sem o constrangimento da presença dos pais, garantindo seu direito à privacidade e confidencialidade.
O sigilo pode ser quebrado em situações de risco iminente à vida do adolescente ou de terceiros, como em casos de abuso, ideação suicida grave ou doenças de notificação compulsória que exijam intervenção imediata para proteção. A quebra deve ser discutida com o adolescente sempre que possível.
No Brasil, a legislação e as normas éticas permitem que adolescentes busquem e recebam métodos contraceptivos sem o consentimento dos pais, especialmente se forem considerados capazes de compreender a decisão e suas implicações. O foco é na autonomia progressiva e na proteção da saúde sexual e reprodutiva do adolescente.
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