ENARE/ENAMED — Prova 2024
Um médico está realizando uma live (transmissão ao vivo) para alunos de medicina dentro do centro cirúrgico e, sem avisar, adentra a sala de um segundo médico (cirurgião) durante a realização de uma gastroduodenopancreatectomia, solicitando que o colega descreva e demonstre os passos dessa cirurgia. Assinale a melhor conduta e a justificativa do segundo cirurgião diante dessa situação.
Exposição de imagem do paciente em mídia (live) SEM consentimento prévio é infração ética grave.
A privacidade e o sigilo médico são pilares fundamentais da ética médica. Qualquer exposição da imagem ou informações do paciente, mesmo que para fins educacionais, requer consentimento livre e esclarecido prévio do paciente, sob pena de infração ética grave.
A ética médica é um pilar essencial na formação e prática de qualquer profissional de saúde, especialmente em situações que envolvem a privacidade e a dignidade do paciente. O sigilo médico e a proteção da imagem do paciente são princípios inalienáveis, garantidos pelo Código de Ética Médica e pela legislação vigente. A relação médico-paciente é baseada na confiança, e a violação desses princípios pode ter sérias consequências legais e éticas. A realização de transmissões ao vivo (lives) em ambientes clínicos ou cirúrgicos, embora possa parecer uma oportunidade de aprendizado, apresenta desafios éticos significativos. A exposição da imagem de um paciente, mesmo que incidental ou com o intuito educacional, é estritamente proibida sem o consentimento livre, prévio e esclarecido do indivíduo. Este consentimento deve ser específico para a finalidade e o meio de divulgação, e o paciente deve estar ciente dos riscos e benefícios envolvidos. Portanto, a conduta correta de um cirurgião diante de uma solicitação de live em sala cirúrgica, sem a devida autorização do paciente, é recusar a proposta. A prioridade máxima é a proteção dos direitos do paciente, sua privacidade e dignidade. O avanço da medicina e o aprendizado devem ser buscados por meios que não comprometam a ética e a segurança do paciente, utilizando-se de simulações, vídeos educativos com consentimento explícito ou outras ferramentas que preservem o sigilo.
O consentimento informado é crucial para garantir a autonomia do paciente, assegurando que ele compreenda e concorde com procedimentos, tratamentos ou qualquer uso de suas informações ou imagem.
O Código de Ética Médica proíbe a exposição da imagem de pacientes em meios de comunicação, salvo com autorização expressa e específica do paciente ou seu representante legal, e sempre com a finalidade de benefício à saúde.
A exposição de um paciente sem autorização pode resultar em processos éticos no Conselho Federal de Medicina (CFM), com sanções que variam de advertência a cassação do exercício profissional, além de possíveis ações civis e criminais.
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