CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2014
É direito do médico
Médico tem autonomia para prescrever conduta científica, independente de restrições de planos de saúde.
A autonomia profissional garante que o médico indique o melhor tratamento baseado em evidências, sem submissão a interesses financeiros ou administrativos externos.
O Código de Ética Médica (CEM) brasileiro estabelece os pilares da prática profissional, equilibrando direitos, deveres e vedações. A autonomia é um dos princípios fundamentais, garantindo que o médico não seja obrigado a prestar serviços que contrariem sua consciência ou que sejam ditados por interesses puramente mercantis. Na prática contemporânea, o médico enfrenta pressões constantes de sistemas de saúde e protocolos institucionais. É essencial compreender que, embora protocolos existam para organizar o cuidado, eles não substituem o julgamento clínico individualizado. O direito de prescrever o que é cientificamente correto, mesmo diante de negativas de custeio, protege tanto a integridade do profissional quanto a segurança do paciente.
Sim, é um direito fundamental do médico indicar o procedimento terapêutico que considerar mais adequado ao paciente, desde que baseado em práticas cientificamente reconhecidas e na legislação vigente. O médico não deve permitir que restrições administrativas ou financeiras de operadoras de saúde limitem sua autonomia técnica ou prejudiquem a qualidade da assistência prestada. Caso o plano negue a cobertura, o médico deve documentar a necessidade clínica, mas a decisão técnica de prescrição permanece sob sua responsabilidade e direito.
A autonomia médica não é absoluta; ela deve ser exercida dentro dos limites da ciência e da ética. O médico deve basear suas decisões em evidências científicas sólidas e práticas reconhecidas. Prescrever tratamentos experimentais sem protocolos de pesquisa aprovados ou terapias comprovadamente ineficazes constitui infração ética. Além disso, a autonomia do médico deve respeitar a autonomia do paciente, que tem o direito de aceitar ou recusar as propostas terapêuticas após ser devidamente informado.
Sim, o médico tem o direito de renunciar ao atendimento de um paciente caso ocorram fatos que, a seu critério, prejudiquem a relação médico-paciente ou o desempenho profissional. No entanto, essa renúncia tem três condições obrigatórias: não pode haver urgência ou emergência, o médico deve comunicar previamente ao paciente ou seu responsável, e deve garantir a continuidade da assistência através da transferência de informações a outro médico. Se não houver outro profissional disponível na localidade, o médico é obrigado a manter o atendimento.
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