HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Ética profissional é o conjunto de normas morais pelas quais a pessoa deve orientar seu comportamento na profissão que exerce. Sobre a ética médica, escolha a alternativa que apresenta informações verdadeiras:
Ética médica: confidencialidade é regra, quebra é exceção (risco a terceiros, dever legal); autonomia e justiça são pilares.
A ética médica é guiada por princípios como autonomia, beneficência, não maleficência e justiça. A confidencialidade é um pilar, com exceções estritas (risco grave a terceiros, dever legal). A ética é fundamental em todas as áreas da saúde, incluindo pesquisa e ensino, exigindo consentimento e respeito à privacidade.
A ética médica é um pilar fundamental da prática profissional, orientando o comportamento do médico em todas as suas interações. Ela se baseia em princípios bioéticos como autonomia, beneficência, não maleficência e justiça, que devem ser aplicados em todas as esferas da saúde, desde a atenção primária até a pesquisa clínica e o ensino. O Código de Ética Médica brasileiro estabelece as normas e deveres dos profissionais, visando proteger os direitos dos pacientes e a integridade da profissão. A confidencialidade é um dos pilares da relação médico-paciente, essencial para construir a confiança. A quebra de sigilo é uma exceção grave e só é justificável em situações muito específicas, como quando há um risco iminente e sério de dano a terceiros ou quando há um dever legal de fazê-lo (ex: notificação compulsória de doenças, ordem judicial). A menoridade do paciente, por si só, não justifica a quebra de confidencialidade sem outros fatores de risco ou consentimento dos pais/responsáveis, e a privacidade do paciente deve ser sempre zelada. Os problemas éticos são onipresentes na atenção à saúde, incluindo a Atenção Primária, onde a relação médico-paciente é contínua. Questões como a oferta de assistência em contextos de ensino sem consentimento adequado ou a falha em zelar pela privacidade são exemplos de dilemas éticos. Na pesquisa clínica, a ética é ainda mais rigorosa, exigindo aprovação por comitês de ética em pesquisa, consentimento livre e esclarecido dos participantes e proteção contra qualquer dano. A ética não é um mero acessório, mas a essência da prática médica responsável e humana.
Os quatro princípios fundamentais da bioética são: autonomia (respeito à capacidade de decisão do paciente), beneficência (agir para o bem do paciente), não maleficência (evitar causar dano) e justiça (distribuição equitativa de recursos e tratamento).
A confidencialidade médica é um dever, mas pode ser quebrada em situações excepcionais, como quando há risco iminente e sério de dano a terceiros (ex: doenças de notificação compulsória com risco de contágio) ou por dever legal (ex: ordem judicial), sempre com a menor exposição possível.
O consentimento informado é crucial, garantindo que o paciente, ou seu representante legal, compreenda os procedimentos, riscos, benefícios e alternativas, e decida livremente sobre sua participação no tratamento ou pesquisa, respeitando sua autonomia.
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