PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
Em relação a ética médica, podemos nos orientar por quatro princípios: beneficência; Não maleficência; autonomia; e justiça. Seguindo esta premissa, Dr. Julio trabalha na área pública, porém é convidado para atuar em um plano de saúde que tem como maior cliente uma empresa que movimenta a economia da cidade de 30 mil habitantes. Após 3 meses de trabalho satisfatório, pois está ganhando bem e consegue finalmente ter uma agenda organizada, ele é chamado para uma reunião em que os diretores do plano pedem que ele reorganize a agenda, com consultas mais longas (em torno de 20 minutos) para funcionários mais graduados e ""ligeiramente"" mais crutas para os de produção. ""15 minutos está ótimo, né, Dr? Dentro do que a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza: 4 atendimentos/hora"". Sendo assim, responda:
Discriminação no atendimento médico por cargo/status é antiética e viola o princípio da justiça e equidade.
A proposta de diferenciar o tempo de consulta com base na posição hierárquica do paciente é uma clara violação dos princípios da ética médica, especialmente o da justiça e equidade. O médico deve garantir o mesmo padrão de cuidado e tempo adequado a todos os pacientes, independentemente de seu status social ou econômico.
A ética médica é um pilar fundamental da prática profissional, guiada por quatro princípios bioéticos essenciais: beneficência (fazer o bem), não maleficência (não causar dano), autonomia (respeitar a decisão do paciente) e justiça (tratar a todos com equidade). Estes princípios devem nortear todas as decisões e condutas do médico, garantindo um atendimento humano, digno e de qualidade para todos os indivíduos. A situação descrita na questão, onde há uma proposta de diferenciar o tempo de consulta com base na posição hierárquica ou social do paciente, representa uma clara violação do princípio da justiça. A equidade no acesso e na qualidade do cuidado é um direito de todos, e o médico tem o dever de oferecer o mesmo padrão de atendimento, independentemente de qualquer característica pessoal ou social do paciente. A justificativa de 'tempo preconizado pela OMS' não se sobrepõe à obrigação ética de não discriminar. Para residentes, a compreensão e aplicação desses princípios são cruciais para a formação de profissionais íntegros e conscientes de suas responsabilidades. Recusar-se a acatar pedidos que promovam discriminação ou comprometam a qualidade do atendimento é um ato de integridade profissional e um dever ético, reforçando o compromisso com a saúde e o bem-estar de todos os pacientes.
Principalmente o princípio da justiça, que prega a equidade no acesso e tratamento, e o da não maleficência, pois a redução do tempo de consulta pode comprometer a qualidade do cuidado e, consequentemente, a saúde do paciente.
O Código de Ética Médica proíbe expressamente qualquer forma de discriminação no exercício da profissão, seja por raça, religião, sexo, orientação sexual, condição social, entre outros, garantindo o direito a um atendimento digno e igualitário.
Um tempo de consulta adequado permite ao médico realizar uma anamnese completa, exame físico detalhado, estabelecer um bom vínculo com o paciente, esclarecer dúvidas e planejar o tratamento de forma participativa, elementos cruciais para a qualidade e segurança do cuidado.
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