SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
O tratamento da tuberculose representa um grande desafio, não apenas devido à longa duração do tratamento, mas também porque o médico deve estar atento aos efeitos colaterais que podem indicar reações adversas graves, o que pode levar à suspensão do tratamento e à busca por outras alternativas terapêuticas. Um exemplo é a neurite óptica, um efeito adverso indesejável que requer a interrupção da medicação e a reinicialização de um esquema especial, sem o uso do referido medicamento. Esse efeito colateral da neurite óptica está associado ao seguinte medicamento:
Etambutol → Neurite óptica (redução acuidade visual, discromatopsia).
O etambutol é um fármaco antituberculose que pode causar neurite óptica como efeito adverso dose-dependente. É crucial monitorar a acuidade visual e a percepção de cores antes e durante o tratamento, interrompendo a medicação imediatamente se houver sinais de toxicidade ocular para evitar danos permanentes.
A tuberculose é uma doença infecciosa grave que exige tratamento prolongado com múltiplos fármacos, e o conhecimento de seus efeitos adversos é crucial para o sucesso terapêutico e a segurança do paciente. O etambutol é um dos medicamentos de primeira linha no esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol), sendo fundamental para prevenir a resistência e garantir a erradicação da infecção. A compreensão dos potenciais efeitos colaterais é vital para todos os profissionais de saúde, especialmente residentes. A neurite óptica é uma complicação grave, embora reversível se detectada precocemente, associada ao uso de etambutol. Sua fisiopatologia envolve a toxicidade sobre as células ganglionares da retina e o nervo óptico, resultando em disfunção visual. O risco é maior com doses elevadas e tratamento prolongado, sendo essencial a monitorização regular da acuidade visual e da visão de cores para detecção precoce. Ao identificar qualquer alteração visual, o etambutol deve ser imediatamente suspenso para evitar danos permanentes. A substituição por outro fármaco antituberculose é necessária para manter a eficácia do tratamento. A educação do paciente sobre os sintomas a serem observados e a importância do acompanhamento oftalmológico são medidas preventivas essenciais na prática clínica.
Os pacientes podem apresentar diminuição da acuidade visual, perda da visão de cores (discromatopsia, especialmente para verde-vermelho) e escotomas centrais ou cecocentrais. Geralmente é bilateral e dose-dependente.
A medicação deve ser imediatamente suspensa. É fundamental realizar uma avaliação oftalmológica completa e considerar a substituição do etambutol por outro fármaco no esquema antituberculose.
Recomenda-se realizar um exame oftalmológico completo, incluindo acuidade visual e teste de visão de cores, antes do início do tratamento e periodicamente durante o uso do etambutol, especialmente em doses mais altas ou tratamentos prolongados.
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