IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2017
Sobre vantagens e desvantagens dos estudos epidemiológicos, relacione as colunas a seguir: I - Estudo transversal; II - Estudo caso-controle; III - Estudo de coorte; IV - Ensaio clínico randomizado. A - Tem como desvantagem o fato de não ser possível estabelecer a relação temporal entre fator de exposição e desfecho. B - Apesar de ser um estudo observacional, tem como vantagem a possibilidade de calcular o risco relativo diretamente. C - Uma de suas desvantagens se refere aos aspectos éticos de alocação de sujeitos em expostos e não expostos. D - Tem como vantagem a possibilidade de ser aplicado a doenças raras na busca de fatores de risco para determinadas doenças. Assinale a associação correta.
Transversal não estabelece temporalidade; Coorte calcula RR; Caso-controle para doenças raras; ECR tem questões éticas de alocação.
Cada tipo de estudo epidemiológico possui características metodológicas que determinam suas vantagens e desvantagens, impactando a capacidade de inferência causal, a aplicabilidade a diferentes desfechos e a necessidade de considerações éticas específicas.
Os estudos epidemiológicos são a base da medicina baseada em evidências, e compreender suas características é crucial para a prática clínica e a pesquisa. O estudo transversal avalia a prevalência e a associação em um ponto no tempo, mas não a causalidade. O estudo caso-controle é retrospectivo, ideal para doenças raras, mas suscetível a vieses. O estudo de coorte é prospectivo, permite calcular risco relativo e estabelecer temporalidade, mas é caro e demorado. O ensaio clínico randomizado é o padrão-ouro para causalidade, mas possui rigorosos aspectos éticos e de viabilidade, especialmente na alocação de exposição.
O estudo transversal não permite estabelecer a relação temporal, pois a exposição e o desfecho são avaliados simultaneamente em um único momento.
O estudo de coorte, mesmo sendo observacional, permite calcular o risco relativo diretamente, pois acompanha grupos de expostos e não expostos ao longo do tempo para verificar a incidência do desfecho.
O estudo caso-controle é o mais adequado para doenças raras, pois parte dos casos (doentes) e busca retrospectivamente os fatores de exposição, sendo mais eficiente para condições de baixa prevalência.
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