Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
O tão conhecido Framingham Heart Study acha-se entre os estudos de coorte pioneiros. Esse estudo foi realizado em Framingham, uma cidade de 28 mil habitantes localizada cerca de 33 km a oeste de Boston. O estudo arrolou 6 mil norte-americanos de classe média, entre 30 e 59 anos de idade, a maioria de cor branca, acompanhados por 20 anos. Aquele estudo investigou fatores de risco para doença arterial coronariana e cardiovascular, tendo sido exemplarmente planejado, conduzido e analisado, estabelecendo a base de grande parte do conhecimento sobre causação de doença cardiovascular. Inúmeros estudos foram inspirados na experiência desenvolvida em Framingham, expandido a base teórica da epidemiologia de vários fatores de risco e doenças. Sobre os estudos de coorte, é CORRETO afirmar que:
Estudo de coorte: seleção baseada na exposição, acompanhamento para observar desfechos e incidência.
Em estudos de coorte, os participantes são selecionados com base em sua exposição a um fator de interesse e acompanhados ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho. Isso permite calcular a incidência da doença e estabelecer relações temporais entre exposição e desfecho.
Estudos de coorte são delineamentos observacionais analíticos onde um grupo de indivíduos (a coorte) é selecionado com base na presença ou ausência de uma exposição a um fator de risco e acompanhado ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho de interesse. O famoso Framingham Heart Study é um exemplo clássico de estudo de coorte, que revolucionou o entendimento dos fatores de risco para doenças cardiovasculares. A principal característica dos estudos de coorte é que a seleção dos participantes é determinada pela sua situação em relação à exposição, e não pelo desfecho. Isso permite que os pesquisadores observem a ocorrência de novos casos da doença (incidência) nos grupos expostos e não expostos, estabelecendo uma relação temporal entre a exposição e o desfecho, o que é crucial para inferir causalidade. Esses estudos são valiosos para investigar a etiologia de doenças, medir a incidência e o risco relativo, e avaliar múltiplos desfechos de uma única exposição. No entanto, são geralmente caros, demorados e menos eficientes para doenças raras, além de estarem sujeitos a perdas de seguimento e vieses de informação, como o viés de aferição.
A principal característica é que os participantes são selecionados com base na presença ou ausência de uma exposição de interesse e, em seguida, acompanhados prospectivamente ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho. A direção do estudo é da exposição para o desfecho.
Como os indivíduos são acompanhados desde o início do estudo (ou desde a exposição), é possível determinar quantos novos casos da doença surgem em um determinado período na população exposta e não exposta, permitindo o cálculo direto da incidência e do risco relativo.
Vantagens incluem a capacidade de estabelecer relação temporal entre exposição e desfecho, avaliar múltiplos desfechos para uma única exposição e calcular a incidência. Desvantagens são o alto custo, longo tempo de acompanhamento, a dificuldade para doenças raras e a possibilidade de perdas de seguimento.
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