IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
A incontinência urinária é uma queixa muito comum nos consultórios de ginecologia e que se torna ainda mais frequente na população idosa. Entre as condições abaixo, assinale a que não representa uma indicação ao estudo urodinâmico.
Estenose de uretra → contraindicação/precaução ao estudo urodinâmico, não indicação.
O estudo urodinâmico é essencial para avaliar a função do trato urinário inferior em casos complexos de incontinência urinária, mas condições obstrutivas como a estenose uretral devem ser abordadas previamente ou são contraindicações relativas, pois podem falsear os resultados ou dificultar o procedimento.
A incontinência urinária é uma condição prevalente, especialmente em idosos, impactando significativamente a qualidade de vida. O estudo urodinâmico é uma ferramenta diagnóstica complementar crucial para casos complexos, auxiliando na escolha da melhor abordagem terapêutica. Este exame avalia a dinâmica do trato urinário inferior, medindo pressões e fluxos durante as fases de enchimento e esvaziamento da bexiga. É indicado quando há falha no tratamento inicial, suspeita de bexiga neurogênica, hipocontratilidade detrusora ou antes de cirurgias complexas. É fundamental reconhecer que certas condições, como a estenose de uretra, não são indicações e podem até contraindicar o exame, pois podem comprometer a acurácia dos resultados ou a segurança do paciente. A correta interpretação do urodinâmico é vital para o manejo adequado da incontinência.
As principais indicações incluem suspeita de hipocontratilidade detrusora, falha ao tratamento conservador ou medicamentoso (ex: anticolinérgicos), doenças neurológicas com sintomas miccionais e trauma raquimedular.
A estenose de uretra não é uma indicação, mas sim uma condição que pode dificultar ou contraindicar o estudo, pois a obstrução pode falsear os resultados da pressão e fluxo, além de impedir a passagem dos cateteres.
O estudo urodinâmico avalia a função da bexiga e uretra durante o enchimento e esvaziamento, permitindo identificar o tipo de incontinência (esforço, urgência, mista) e a causa subjacente, como hiperatividade detrusora ou deficiência esfincteriana.
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