FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024
Paciente, 50 anos, sexo feminino, com queixa de incontinência urinária de esforço e sensação de peso vaginal, procura atendimento ginecológico. Após a anamnese e o exame físico, você decide realizar exames de investigação das desordens do assoalho pélvico. Com base nos resultados obtidos, você indica que a paciente realize um estudo urodinâmico. Qual a principal função desse exame?
Estudo urodinâmico → avalia função vesical e uretral, especialmente durante aumento da pressão intra-abdominal na IUE.
O estudo urodinâmico é um exame funcional que avalia o enchimento e esvaziamento da bexiga, a função dos esfíncteres e a resposta da musculatura do assoalho pélvico a diferentes pressões. É fundamental para diferenciar os tipos de incontinência urinária e guiar o tratamento, especialmente na incontinência urinária de esforço (IUE), onde se observa a perda de urina com o aumento da pressão intra-abdominal.
O estudo urodinâmico é um conjunto de testes funcionais que avaliam o trato urinário inferior, incluindo a bexiga, uretra e musculatura do assoalho pélvico, durante as fases de enchimento e esvaziamento vesical. É uma ferramenta diagnóstica essencial na uroginecologia para investigar diversas desordens do assoalho pélvico, como incontinência urinária (de esforço, urgência ou mista) e disfunções miccionais. A principal função do estudo urodinâmico é fornecer informações objetivas sobre a dinâmica da micção que não podem ser obtidas apenas pela anamnese e exame físico. Ele mede pressões intravesicais, intra-abdominais e uretral, fluxo urinário e volume residual, permitindo identificar a causa subjacente da incontinência ou disfunção. Na incontinência urinária de esforço (IUE), o exame é crucial para avaliar a função da musculatura do assoalho pélvico e do esfíncter uretral durante o aumento da pressão intra-abdominal, como tosse ou espirro. Os resultados do estudo urodinâmico são fundamentais para guiar a escolha do tratamento mais adequado, seja ele conservador (fisioterapia, medicamentos) ou cirúrgico. Ele ajuda a diferenciar a IUE da incontinência de urgência, identificar bexiga hiperativa, hipocontratilidade do detrusor ou obstrução do trato de saída, evitando tratamentos inadequados e melhorando os resultados clínicos para a paciente.
É indicado para pacientes com incontinência urinária complexa, falha de tratamento inicial, suspeita de bexiga hiperativa ou hipoativa, ou antes de cirurgias para incontinência, para confirmar o diagnóstico e planejar a conduta.
O estudo avalia a capacidade vesical, complacência da bexiga, pressão de perda ao esforço, pressão de fechamento uretral, presença de contrações não inibidas do detrusor e a eficácia do esvaziamento vesical.
Ele permite observar a perda de urina em tempo real durante manobras de esforço (IUE) e identificar contrações involuntárias do detrusor (incontinência de urgência), além de detectar obstruções ou hipocontratilidade vesical.
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