FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
A melhor propedêutica para diagnosticar a incontinência urinária feminina é o(a):
Estudo urodinâmico = padrão-ouro para diferenciar tipos de incontinência urinária feminina.
O estudo urodinâmico permite a avaliação funcional do trato urinário inferior, diferenciando a incontinência de esforço da hiperatividade detrusora, essencial para definir a conduta.
A incontinência urinária feminina é uma condição multifatorial com grande impacto na qualidade de vida. A propedêutica correta é fundamental, pois o tratamento da incontinência de esforço, frequentemente cirúrgico (como o uso de slings), difere radicalmente do tratamento da bexiga hiperativa, que é predominantemente clínico e medicamentoso. O estudo urodinâmico fornece dados objetivos sobre a pressão de perda e a estabilidade vesical, sendo o exame mais completo para o planejamento terapêutico.
O estudo urodinâmico é indicado quando o diagnóstico clínico é incerto, em casos de falha ao tratamento conservador inicial, em pacientes com sintomas mistos ou antes de intervenções cirúrgicas para garantir a correta identificação da causa da perda urinária e evitar falhas terapêuticas.
O exame é composto pela fluxometria (avaliação do jato), cistometria (fase de enchimento para avaliar sensibilidade e estabilidade do detrusor) e o estudo fluxo-pressão (fase miccional), permitindo uma visão completa da dinâmica vesical e uretral.
A incontinência de esforço demonstra perda de urina coincidente com o aumento da pressão abdominal (tosse/manobra de Valsalva) sem contração do detrusor. Já a urgência (bexiga hiperativa) é caracterizada por contrações involuntárias do músculo detrusor durante a fase de enchimento.
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