UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Em exames periódicos de início de ano, dois grupos de funcionários de uma siderúrgica foram submetidos a exames clínicos e laboratoriais, sendo constatados diversos casos de leucopenia. Entre os trabalhadores do setor de metalurgia a prevalência encontrada foi 9 vezes maior que entre os trabalhadores do setor administrativo.Trata-se de um estudo:A) transversal.B) de caso-controle.C) de coorte, retrospectivo.D) de coorte, prospectivo.E) ecológico.
Estudo transversal = avalia exposição e desfecho simultaneamente, calcula prevalência.
Um estudo transversal mede a prevalência de uma doença ou condição em uma população em um ponto específico no tempo, ou em um período curto. Ele observa a exposição e o desfecho simultaneamente, sendo útil para gerar hipóteses e descrever a carga da doença.
O estudo transversal é um dos delineamentos epidemiológicos mais básicos e frequentemente utilizado na saúde pública e medicina do trabalho. Ele permite avaliar a prevalência de uma doença ou condição em uma população específica em um determinado momento, fornecendo uma "fotografia" da situação. Sua principal vantagem é a rapidez e o custo relativamente baixo, sendo útil para descrever a carga de doenças e gerar hipóteses. No contexto da questão, a comparação da prevalência de leucopenia entre dois grupos de funcionários em um único momento (início de ano) caracteriza um estudo transversal. A constatação de uma prevalência 9 vezes maior em um grupo em relação ao outro é uma medida de associação (razão de prevalências), mas não implica em seguimento ou seleção por desfecho, afastando os estudos de coorte ou caso-controle. É crucial para residentes compreenderem os diferentes tipos de estudos epidemiológicos para interpretar corretamente a literatura médica e aplicar os conhecimentos na prática clínica e em pesquisas. A distinção entre prevalência (estudo transversal) e incidência (estudo de coorte) é fundamental, assim como a capacidade de identificar as limitações de cada delineamento, especialmente a dificuldade em estabelecer causalidade em estudos transversais.
Um estudo transversal avalia a exposição e o desfecho em um único ponto no tempo, fornecendo uma 'fotografia' da situação. É ideal para estimar a prevalência de uma condição na população estudada.
A principal limitação é a dificuldade em estabelecer causalidade, pois a exposição e o desfecho são medidos simultaneamente, não permitindo determinar se a exposição precedeu o desfecho.
É indicado para descrever a prevalência de doenças, condições de saúde ou fatores de risco em uma população, para planejar serviços de saúde e para gerar hipóteses para estudos etiológicos mais robustos.
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