Tipos de Estudos Epidemiológicos: Medidas de Associação

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Qual afirmativa correta a respeito dos tipos de estudo epidemiológico?

Alternativas

  1. A) Caso-controle tem como medida de força de associação o risco relativo
  2. B) Coorte é o melhor desenho para o estudo de doenças raras
  3. C) Caso-controle é o melhor desenho para estimar prevalência
  4. D) Transversal tem como medida de força de associação o odds ratio

Pérola Clínica

Estudo transversal → mede prevalência; Odds Ratio pode ser usado como medida de associação, especialmente para desfechos raros.

Resumo-Chave

O estudo transversal avalia a prevalência de uma doença e sua associação com fatores de risco em um único ponto no tempo, sendo o Odds Ratio uma medida de associação aplicável, embora a medida primária seja a razão de prevalências.

Contexto Educacional

Os tipos de estudo epidemiológico são fundamentais para a pesquisa em saúde, cada um com suas características e aplicações específicas. O estudo de coorte é excelente para determinar incidência e risco relativo, acompanhando indivíduos ao longo do tempo. O estudo caso-controle é retrospectivo, ideal para doenças raras, e utiliza o Odds Ratio como medida de associação. O estudo transversal, por sua vez, é um "instantâneo" da população, medindo a prevalência de uma doença e a exposição a fatores de risco em um único ponto no tempo. Embora a razão de prevalências seja a medida mais direta, o Odds Ratio pode ser utilizado, especialmente quando a prevalência é baixa, aproximando-se do risco relativo. É crucial para o residente compreender as vantagens e desvantagens de cada delineamento. O estudo transversal não estabelece causalidade, apenas associação. O caso-controle é suscetível a viés de recordação. O coorte é caro e demorado. A escolha do tipo de estudo depende da pergunta de pesquisa, da frequência da doença e dos recursos disponíveis.

Perguntas Frequentes

Qual a medida de associação principal para estudos de coorte?

A medida de associação principal para estudos de coorte é o Risco Relativo (RR), que compara a incidência da doença entre expostos e não expostos.

Por que o estudo caso-controle é bom para doenças raras?

O estudo caso-controle é eficiente para doenças raras porque ele parte dos indivíduos já doentes (casos), evitando a necessidade de acompanhar uma grande população por muito tempo para encontrar poucos casos.

O que o estudo transversal mede?

O estudo transversal mede a prevalência de uma doença ou condição em uma população em um determinado momento, fornecendo um "instantâneo" da situação de saúde.

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