PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2019
Foram examinados 8.814 homens e mulheres com 20 anos de idade ou mais em uma população e estimou-se prevalência de hipertensão arterial de 21,4%. O desenho deste estudo é:A) Ecológico e estima a associação entre hipertensão arterial e mortalidade da população estudada para homens e mulheres de diferentes faixas etárias.B) Caso-controle e analisa a associação entre hipertensão arterial e diversos fatores, tais como: sexo, idade e ocupação.C) Seccional e estima a proporção de pessoas com hipertensão arterial na população estudada no momento do estudo.D) De coorte e estima razões de riscos entre hipertensão arterial e diferentes desfechos.E) Nenhuma das alternativas anteriores.
Estudo que mede prevalência de uma condição em um ponto no tempo = Estudo Seccional (Transversal).
Um estudo que avalia a prevalência de uma doença ou condição (como hipertensão arterial) em uma população específica, em um único momento no tempo, é classificado como um estudo seccional ou transversal. Este tipo de desenho permite estimar a proporção de indivíduos afetados, mas não estabelece relações de causalidade.
Os desenhos de estudo epidemiológico são ferramentas fundamentais para a pesquisa em saúde, permitindo investigar a distribuição e os determinantes das doenças. Compreender os diferentes tipos de estudos é crucial para interpretar a literatura científica e planejar pesquisas. O estudo seccional, também conhecido como transversal, é um dos tipos mais básicos e amplamente utilizados. Um estudo seccional caracteriza-se pela coleta de dados sobre a exposição e o desfecho em um único momento no tempo, em uma população definida. Ele fornece uma 'fotografia' da situação de saúde, permitindo estimar a prevalência de doenças ou condições e a frequência de fatores de risco. Por exemplo, a estimativa da prevalência de hipertensão arterial em uma população específica é um objetivo típico de um estudo seccional. Embora os estudos seccionais sejam eficientes e de baixo custo, eles têm limitações importantes, como a incapacidade de estabelecer relações de causalidade, pois não é possível determinar se a exposição precedeu o desfecho. No entanto, são valiosos para gerar hipóteses, descrever a carga de doenças e planejar intervenções em saúde pública. A correta interpretação de seus resultados é essencial para a prática clínica e a gestão em saúde.
A principal característica é que a exposição e o desfecho são medidos simultaneamente em um único ponto no tempo, fornecendo uma 'fotografia' da situação de saúde da população.
Vantagens incluem baixo custo, rapidez na execução e utilidade para estimar prevalência. Desvantagens são a impossibilidade de estabelecer causalidade e a dificuldade em determinar a sequência temporal entre exposição e desfecho.
É apropriado para descrever a distribuição de doenças e fatores de risco em uma população, planejar serviços de saúde e gerar hipóteses para estudos etiológicos mais robustos.
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