SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Os autores fizeram um estudo clínico e epidemiológico, visando estudar a morbidade da esquitossomose mansônica, na cidade de fíiachuelo, sergipe, área considerada de alta endemicidade. Foi selecionada de maneira sistemática uma amostra da população local, constituída por 850 pessoas. Destas pessoas, foram realizadas 835 exames de fezes, pelos métodos de LUTZ (HOFFMAN, PONS E JANNER) e/ou KATO. Fez-se também 393 reações intradérmicas com antígeno de verme adulto. Da mesma maneira, realizou-se o exame clínico das pessoas amostra, visando a determinar a gravidade da doença. Foram localizados os focos onde existiam caramujos transmissores da esquitossomose e deles coletados exemplares nos quais se verificou o índice de infecção. A prevalência global obtida através do exame de fezes foi igual a 50,54%. O estudo da prevalência através da coproscopia mostrou as raças ocorreu predominância dos resultados obtidos entre os não brancos sobre os brancos. Quanto I idade, a prevalência foi baixa até os 5 anos de vida, subindo após os 11 anos a níveis elevados, caindo após os 50 anos. O estudo feito através da reação intradérmica permitiu tirar conclusões semelhantes ao feito por coproscopia, exceto na faixa etária que compreendia os maiores de 50 anos, onde quase todo o grupo apresentou reações positivas. Das 850 pessoas da amostra, 422 eram portadores de ovos de s. mansoni nas fezes. Destes, 410 foram examinados clinicamente, sendo 73,17% classificados como tipo I, 24,39% como tipo II e 2,34% como tipo III. Segundo esta classificação clínica não se demonstrou diferença estatisticamente significativa entre os sexos ou entre os grupos raciais, porém a maioria dos portadores de hepatoesplenomegalia (tipo III) tinha mais de 40 anos de idade. Do levantamento malacológico, determinou-se os focos de infecção de onde coletou 1.208 exemplares de caramujos vetores da esquitossomose mansônica, estando 12 naturalmente infectados. a única espécie encontrada foi a B. GLABRATA. Sobre os estudos seccionais, marque a correta:
Estudos seccionais = "fotografia" da prevalência em um momento, sem inferir causalidade.
Estudos seccionais (ou transversais) coletam dados sobre exposição e desfecho simultaneamente em um ponto específico no tempo. Eles são excelentes para determinar a prevalência de uma doença ou característica em uma população, mas não permitem estabelecer relações temporais de causa e efeito, pois não se sabe o que ocorreu primeiro.
Estudos seccionais, também conhecidos como estudos transversais, são um tipo de desenho de estudo epidemiológico observacional que coleta dados sobre a exposição e o desfecho em um único ponto no tempo ou durante um curto período. Eles são amplamente utilizados na saúde pública para descrever a distribuição de doenças e fatores de risco em uma população, fornecendo uma "fotografia" da situação naquele momento. A principal vantagem dos estudos seccionais é a sua eficiência e custo-benefício, permitindo a coleta rápida de dados sobre múltiplas variáveis. Eles são ideais para estimar a prevalência de doenças, condições de saúde ou fatores de risco em uma população específica. No entanto, a natureza simultânea da coleta de dados impede a determinação da sequência temporal, tornando-os inadequados para estabelecer relações de causa e efeito. Embora não sejam ideais para inferir causalidade, os estudos seccionais podem gerar hipóteses sobre associações entre exposições e desfechos, que podem ser posteriormente investigadas por estudos com desenhos mais robustos, como os estudos de coorte ou caso-controle. A interpretação cuidadosa dos resultados é crucial, reconhecendo suas limitações intrínsecas.
A principal característica de um estudo seccional é que ele mede a exposição e o desfecho simultaneamente em um ponto específico no tempo. Ele fornece uma "fotografia" da população em relação a essas variáveis.
Estudos seccionais são mais adequados para estimar a prevalência de uma doença ou de um fator de risco em uma população em um determinado momento, pois coletam dados de todos os participantes ao mesmo tempo.
Estudos seccionais não são bons para avaliar causalidade porque não permitem estabelecer a sequência temporal entre a exposição e o desfecho. Não se pode determinar se a exposição ocorreu antes do desenvolvimento da doença, o que é fundamental para inferir causalidade.
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