CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Segundo o OHTS (Ocular Hypertension Treatment Study) e outros estudos, qual dos fatores abaixo indica maior probabilidade de desenvolvimento de glaucoma nos hipertensos oculares?
Córnea fina (< 555 µm) = maior risco de conversão de hipertensão ocular para glaucoma.
O estudo OHTS demonstrou que a espessura corneana central reduzida é um dos principais fatores de risco independentes para o desenvolvimento de glaucoma.
O Ocular Hypertension Treatment Study (OHTS) foi um ensaio clínico randomizado multicêntrico desenhado para determinar se a redução da PIO em pacientes com hipertensão ocular previne ou retarda o início do glaucoma. Ele mudou o paradigma da oftalmologia ao introduzir a paquimetria na rotina de avaliação. A importância da espessura corneana central reside tanto na correção artefatual da medida da PIO quanto em possíveis propriedades estruturais do nervo óptico que acompanham córneas mais finas. O manejo moderno da hipertensão ocular exige o uso de calculadoras de risco que integram todos os achados do OHTS.
O OHTS (Ocular Hypertension Treatment Study) revelou que a espessura corneana central (ECC) é um preditor poderoso para o desenvolvimento de glaucoma. Pacientes com córneas mais finas (≤ 555 µm) tiveram um risco significativamente maior de progressão para glaucoma do que aqueles com córneas espessas (> 588 µm), mesmo com níveis similares de pressão intraocular (PIO).
A tonometria de aplanação de Goldmann, o padrão-ouro, é influenciada pelas propriedades biomecânicas da córnea. Córneas finas tendem a subestimar a PIO real (a leitura é menor do que a pressão interna), enquanto córneas grossas tendem a superestimar a PIO. Isso significa que um paciente com córnea fina e PIO limítrofe pode, na verdade, ter uma pressão muito mais perigosa do que a medida sugere.
Além da córnea fina, o OHTS identificou como fatores de risco: idade avançada, pressão intraocular elevada, maior relação escavação/disco (vertical e horizontal) e maior índice de dispersão do campo visual (PSD). Curiosamente, o diabetes melito não foi confirmado como fator de risco para glaucoma neste estudo específico.
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