UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Se um pesquisador pretende estudar hipertensão entre adultos jovens, e pretende associar a ocorrência dessa doença em relação à obesidade, o tipo de estudo deverá ser:
Estudo longitudinal = ideal para estabelecer relação temporal exposição-desfecho (causalidade).
Estudos longitudinais, como os de coorte, permitem observar a sequência temporal dos eventos, ou seja, se a exposição (obesidade) precede o desfecho (hipertensão), o que é crucial para inferir causalidade. Estudos transversais avaliam exposição e desfecho simultaneamente, dificultando essa inferência.
A escolha do tipo de estudo é fundamental em pesquisa epidemiológica para responder a uma pergunta de forma válida. Para investigar a relação entre uma exposição (como obesidade) e um desfecho (como hipertensão), especialmente quando se busca inferir causalidade, o delineamento de estudo deve permitir a observação da sequência temporal dos eventos. Estudos longitudinais, como os estudos de coorte, são ideais para essa finalidade. Neles, um grupo de indivíduos é acompanhado ao longo do tempo, permitindo identificar se a exposição precede o desenvolvimento da doença. Isso é crucial para estabelecer a temporalidade, um dos critérios essenciais para inferir uma relação de causa e efeito. Em contraste, estudos transversais avaliam a exposição e o desfecho simultaneamente, o que impossibilita determinar qual evento ocorreu primeiro. Ensaios clínicos randomizados, embora sejam o padrão-ouro para causalidade, são intervenções e nem sempre éticos ou viáveis para exposições como a obesidade.
Os principais tipos são estudos transversais (avaliação pontual), de caso-controle (partindo do desfecho para a exposição) e de coorte (partindo da exposição para o desfecho, acompanhando ao longo do tempo).
Um estudo longitudinal permite observar se a exposição (fator de risco) precede o desenvolvimento do desfecho (doença), estabelecendo uma relação temporal que é um dos critérios de Bradford Hill para causalidade.
O estudo de coorte é observacional, acompanhando grupos expostos e não expostos naturalmente. O ensaio clínico randomizado é experimental, onde o pesquisador intervém e aloca aleatoriamente os participantes a grupos de intervenção ou controle.
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