Força das Pernas e Cognição: Evidências de Causalidade

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025

Enunciado

O Poder das Pernas Prediz a Idade Cognitiva após Dez Anos em Gêmeas Idosas Claire J. Steves (a, b) Mitul M. Mehta (c) Stephen H.D. Jackson (b) Tim D. Spector (a, b) a. Departamento de Pesquisa em Gêmeos e Epidemiologia Genética, King's College London. b. Departamento de Gerontologia Clínica, Hospital do King's College. c. Centro de Ciências de Neuroimagem, Instituto de Psiquiatria, King's College London, Londres, Reino Unido. ( ... ) Métodos: um total de 324 gêmeas saudáveis (idade média na linha de base de 55 anos, variando de 43 a 73) realizou o Teste Automatizado de Baterias Neuropsicológicas de Cambridge (CANTAB) em dois momentos, com dez anos de intervalo. Modelos de regressão linear foram usados para avaliar as relações entre a força das pernas na linha de base, a atividade física e a mudança cognitiva subsequente, ajustando de forma abrangente para covariáveis de linha de base (incluindo doenças cardíacas, diabetes, pressão arterial, glicose no sangue em jejum, lipídios, dieta, constituição corporal, hábitos de tabagismo e álcool, QI de leitura, status socioeconômico e peso ao nascer). Uma abordagem de gêmeos discordantes foi usada para ajustar fatores compartilhados entre gêmeas. Um subconjunto de pares monozigóticos, então, passou por ressonância magnética. A relação entre a aptidão muscular e a estrutura e função cerebral foi avaliada usando modelos de regressão linear e testes T pareados. O estudo em questão sugere que ter maior força das pernas previne o envelhecimento cognitivo, sugerindo uma relação de causalidade entre as duas variáveis. Quais elementos empregados na metodologia do estudo justificam esta afirmação?

Alternativas

  1. A) O estudo não controlou variáveis de confusão, mas utilizou métodos de análise estatística que isolam a relação entre a força das pernas e o envelhecimento cognitivo.
  2. B) O estudo utilizou uma amostra grande e diversificada de participantes, o que aumenta a generalização dos resultados e fortalece a possibilidade de causalidade.
  3. C) O estudo foi realizado apenas com gêmeas monozigóticas, eliminando a variabilidade genética e reforçando a relação de causalidade entre as duas variáveis.
  4. D) A pesquisa fez um acompanhamento longitudinal, permitindo observar mudanças na força das pernas e suas consequências ao longo do tempo em relação à função cognitiva.

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