CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
De acordo com o estudo HEDS (Herpetic Eye Disease Study Group), amplamente citado na literatura, a respeito dos fatores de risco, da história natural e do tratamento das infecções oculares pelo vírus herpes simples, é correto afirmar:
HEDS: Estresse, sol e ciclo menstrual NÃO aumentam risco de reativação do herpes ocular.
O estudo HEDS demonstrou que fatores ambientais e psicológicos comuns não são gatilhos estatisticamente significativos para a recorrência do herpes ocular.
O Herpetic Eye Disease Study (HEDS) é o conjunto de ensaios clínicos mais importante na oftalmologia para o manejo do HSV. Ele definiu os padrões de tratamento para ceratite estromal (uso de corticoides tópicos associados a antivirais) e para a prevenção de recorrências. A fisiopatologia da reativação do HSV envolve a latência do vírus no gânglio trigêmeo. Embora o senso comum aponte o estresse e a imunidade como fatores chave, os dados do HEDS sugerem que a reativação é um evento biológico complexo que não depende exclusivamente de fatores externos imediatos. O conhecimento desses estudos é essencial para evitar condutas baseadas em mitos e otimizar a terapia antiviral.
O Herpetic Eye Disease Study (HEDS) avaliou diversos fatores comumente associados à reativação do vírus herpes simples (HSV) ocular. Surpreendentemente, o estudo não encontrou associação estatisticamente significativa entre estresse psicológico, exposição à luz solar (UV), ciclo menstrual ou uso de lentes de contato e o aumento do risco de recorrência da doença ocular. Isso desafia a percepção clínica comum de que esses fatores seriam determinantes primários para novos episódios.
O HEDS demonstrou que a adição de aciclovir oral ao tratamento tópico da ceratite epitelial por HSV não reduz o risco de desenvolvimento subsequente de ceratite estromal ou iridociclite. Portanto, o tratamento sistêmico na fase epitelial aguda não tem papel preventivo para as complicações teciduais mais profundas, embora a profilaxia de longo prazo (baixa dose) seja eficaz para reduzir recorrências em pacientes com histórico de doença estromal.
Não. O HEDS mostrou que a profilaxia oral com aciclovir (400 mg, 2x ao dia) é particularmente benéfica para pacientes com história prévia de ceratite estromal herpética, reduzindo o risco de recorrência em cerca de 50%. Para pacientes com apenas um episódio de ceratite epitelial simples, o custo-benefício da profilaxia prolongada é menos evidente, sendo reservada para casos de recorrências frequentes que ameaçam a acuidade visual.
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