AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
A fama do rock e do pop está associada à tomada de risco, uso de substâncias e mortalidade prematura. Um estudo publicado em 2012 na BMJ Open examinou as relações entre fama e mortalidade prematura e, dentre outros objetivos, se a causa da morte estava ligada a experiências adversas na infância. O estudo incluiu 1.489 estrelas do rock e pop que alcançaram a fama entre 1956 e 2006. O estudo identificou data de nascimento e examinou os fatores de risco e proteção para a mortalidade prematura da amostra estudada. Foram coletadas informações disponíveis por meio de publicações biográficas, notícias e outras coberturas da mídia. Foi identificado o status de sobrevivência de cada indivíduo em 20 de fevereiro de 2012. O estudo concluiu que a mortalidade das estrelas do rock/pop aumenta em relação à população geral com o tempo desde a fama. Os aumentos são maiores em estrelas norte-americanas e em carreiras solo. Dado o exposto acima, qual é o delineamento do referido estudo?
Indivíduos selecionados por exposição no PASSADO e acompanhados até o PRESENTE com dados históricos → Coorte Retrospectivo.
Um estudo de coorte retrospectivo (ou histórico) identifica uma coorte de indivíduos com base em registros de exposição passados e acompanha seu desfecho ao longo do tempo, utilizando dados já existentes. É eficiente para desfechos raros ou com longo período de latência.
O estudo de coorte retrospectivo, também conhecido como coorte histórico, é um delineamento epidemiológico observacional que investiga a relação entre uma exposição e um desfecho. Diferente do coorte prospectivo, onde o acompanhamento ocorre do presente para o futuro, no coorte retrospectivo, tanto a exposição quanto o desfecho já ocorreram no passado. Os pesquisadores identificam uma coorte de indivíduos a partir de registros existentes e reconstroem o histórico de exposição e o desenvolvimento do desfecho ao longo do tempo. A metodologia envolve a seleção de uma população exposta e uma não exposta (ou com diferentes níveis de exposição) com base em dados passados (ex: prontuários, registros de emprego, bancos de dados). Em seguida, os pesquisadores acompanham essas coortes, utilizando também dados históricos, para determinar a incidência do desfecho em cada grupo. A comparação das taxas de desfecho permite calcular medidas de associação, como o risco relativo. Este tipo de estudo é particularmente útil para investigar doenças com longos períodos de latência ou desfechos raros, pois economiza tempo e recursos em comparação com estudos prospectivos. No entanto, suas limitações incluem a dependência da qualidade e disponibilidade dos registros passados, o que pode levar a informações incompletas ou imprecisas sobre exposições e variáveis de confusão, impactando a validade dos resultados.
Em um estudo de coorte retrospectivo, a exposição e o desfecho já ocorreram no momento do início do estudo. Os pesquisadores utilizam registros históricos para identificar a coorte, a exposição e acompanhar o desfecho ao longo do tempo.
As vantagens incluem a eficiência em termos de tempo e custo, especialmente para desfechos raros ou com longo período de latência. Permite estudar múltiplas exposições e desfechos simultaneamente.
As limitações incluem a dependência da qualidade e completude dos registros existentes, a dificuldade em controlar variáveis de confusão não registradas e a impossibilidade de coletar novas informações sobre a exposição ou desfecho.
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