CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022
Em estudos epidemiológicos, quando se considera o eixo do tempo, o momento A precede o momento B e o momento B precede o momento C. Então, o estudo que seleciona no tempo C (quando se mede o desfecho do estudo) o grupo exposto no tempo A, comparando o risco do desfecho com o grupo não exposto pode ser classificado como:
Coorte retrospectiva: desfecho medido no presente (C), exposição avaliada no passado (A), acompanhamento 'para frente' no tempo.
Um estudo de coorte retrospectivo identifica a exposição no passado (tempo A) e o desfecho no presente (tempo C), utilizando registros existentes para 'seguir' os indivíduos ao longo do tempo, como se fosse prospectivo, mas com dados já coletados.
Os estudos epidemiológicos são ferramentas essenciais para a compreensão da distribuição e dos determinantes de saúde e doença nas populações. Dentre os delineamentos observacionais, os estudos de coorte são particularmente importantes para investigar a relação causal entre uma exposição e um desfecho, pois permitem observar a incidência do desfecho em grupos expostos e não expostos. Um estudo de coorte retrospectivo, também conhecido como coorte histórica, é aquele em que tanto a exposição quanto o desfecho já ocorreram no momento em que o estudo é iniciado. Os pesquisadores identificam um grupo de indivíduos expostos e um grupo não exposto em algum ponto no passado (tempo A), e então utilizam registros existentes (prontuários, bancos de dados) para 'acompanhar' esses indivíduos ao longo do tempo e verificar a ocorrência do desfecho até o presente (tempo C). Embora os dados sejam coletados retrospectivamente, a lógica do estudo é prospectiva, partindo da exposição para o desfecho. Este tipo de estudo é vantajoso para investigar exposições raras ou desfechos com longo período de latência, sendo geralmente mais rápido e menos custoso que uma coorte prospectiva. Contudo, suas limitações incluem a dependência da qualidade e completude dos dados históricos e a dificuldade em controlar para variáveis de confusão que não foram registradas. A questão descreve exatamente esse cenário: seleção no tempo C (desfecho), mas avaliação da exposição no tempo A, comparando o risco entre expostos e não expostos, caracterizando uma coorte retrospectiva.
A principal característica é que tanto a exposição quanto o desfecho já ocorreram no momento do início do estudo. Os pesquisadores utilizam registros históricos para identificar a exposição no passado e acompanhar a ocorrência do desfecho até o presente.
No estudo de coorte retrospectivo, seleciona-se um grupo exposto e um não exposto no passado e se acompanha a ocorrência do desfecho. No caso-controle, seleciona-se indivíduos com o desfecho (casos) e sem o desfecho (controles) e se investiga a exposição no passado.
Vantagens incluem menor custo e tempo em comparação com coortes prospectivas, e a capacidade de estudar desfechos raros. Desvantagens são a dependência da qualidade dos registros existentes e a dificuldade em controlar variáveis de confusão não registradas.
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