HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Os registros de exame físico e dados antropométricos de todos os calouros da turma de universitários de 1970 foram periodicamente coletados, armazenados e avaliados, em 2022, com o objetivo de verificar se seus pesos e alturas estariam associados ao desenvolvimento de doença cardiovascular.Esse estudo é um exemplo de:
Dados do passado (exposição) → seguimento temporal usando registros até o desfecho = Coorte Retrospectiva.
A característica definidora de um estudo de coorte é seguir um grupo (definido pela exposição) ao longo do tempo para observar a incidência de um desfecho. Se os dados de exposição e desfecho já existem em registros e são analisados 'olhando para trás', a coorte é retrospectiva ou histórica.
Compreender os desenhos de estudos epidemiológicos é fundamental para a interpretação da literatura médica e para a prática baseada em evidências. Os estudos observacionais, como os de coorte, são essenciais para investigar associações entre exposições e desfechos quando ensaios clínicos randomizados não são viáveis. Um estudo de coorte segue um grupo de indivíduos ao longo do tempo para determinar a incidência de um desfecho. A coorte pode ser prospectiva, onde os participantes são recrutados e seguidos para o futuro, ou retrospectiva (histórica). Na coorte retrospectiva, tanto a exposição (peso e altura em 1970) quanto o desfecho (doença cardiovascular até 2022) já ocorreram no momento em que o estudo é iniciado. O pesquisador utiliza registros existentes para reconstruir o seguimento da coorte. Este desenho se diferencia do estudo transversal, que analisa exposição e desfecho em um único ponto no tempo (uma 'fotografia'), e do estudo caso-controle, que seleciona participantes com base no desfecho e investiga exposições passadas. A coorte retrospectiva é poderosa para avaliar fatores de risco, mas depende da qualidade e disponibilidade de dados históricos.
É um estudo longitudinal onde o pesquisador identifica uma coorte (grupo de pessoas) com base em uma exposição ocorrida no passado, utilizando registros preexistentes. Em seguida, ele 'segue' essa coorte ao longo do tempo, também por meio de registros, até o presente para verificar a ocorrência de um desfecho.
A direção. O estudo de coorte (retrospectiva ou prospectiva) parte da EXPOSIÇÃO e segue para o DESFECHO. O estudo caso-controle parte do DESFECHO (casos com a doença vs. controles sem a doença) e olha para trás para investigar a EXPOSIÇÃO.
As principais vantagens são o menor custo e tempo em comparação com uma coorte prospectiva, pois os dados já foram coletados. É útil para estudar doenças com longos períodos de latência e permite o cálculo direto do risco relativo.
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