FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2018
Observou-se a partir de 2015, a forte associação temporal e suspeita etiológica da infecção pelo Zika vírus em gestantes e os casos de recém nascidos (RN) com microcefalia no Nordeste brasileiro. Esta provável associação continua a ser estudada, obtendo-se durante o pré-natal dados infecção da mãe, dados do RN na gestação e ao nascimento. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, posteriormente, dados do RN assintomático, filho desta gestante com diagnóstico laboratorial de Zika, devem ser coletados no seguimento na Puericultura, por equipe multiprofissional, até a criança completar 5 anos de idade. O desenho deste estudo é do tipo:
Estudo de coorte prospectivo = acompanha grupo exposto (Zika) ao longo do tempo para ver desfechos (microcefalia).
Um estudo de coorte prospectivo acompanha um grupo de indivíduos (coorte) que compartilham uma característica (exposição ao Zika) ao longo do tempo, observando o desenvolvimento de desfechos (microcefalia) no futuro, sem intervenção.
Os desenhos de estudos epidemiológicos são ferramentas essenciais para a investigação de causas de doenças, avaliação de intervenções e compreensão da saúde populacional. O estudo de coorte é um tipo de estudo observacional analítico que acompanha um grupo de indivíduos (a coorte) ao longo do tempo para verificar a ocorrência de um determinado desfecho. É particularmente valioso para investigar a história natural de doenças e a relação entre exposição e desfecho. No caso do Zika vírus e microcefalia, o desenho de coorte prospectivo é o mais adequado. Ele envolve a seleção de gestantes expostas ao Zika (e um grupo controle não exposto, idealmente) e o acompanhamento de seus filhos desde o nascimento até uma idade específica (neste caso, 5 anos). Durante esse período, são coletados dados sobre a saúde das crianças, incluindo o desenvolvimento de microcefalia ou outras anomalias, permitindo estabelecer a incidência do desfecho nos grupos expostos e não expostos. Este tipo de estudo é fundamental para a saúde pública, pois permite quantificar o risco relativo e a incidência de doenças, fornecendo evidências robustas para a formulação de políticas de prevenção e controle. A coleta de dados no pré-natal, ao nascimento e no seguimento em puericultura garante uma visão abrangente dos impactos da infecção congênita, auxiliando na compreensão da patogênese e no desenvolvimento de estratégias de manejo e suporte para as famílias afetadas.
Um estudo de coorte prospectivo seleciona indivíduos com base na exposição (ou não exposição) a um fator de risco e os acompanha ao longo do tempo para observar a incidência de um desfecho.
O estudo de coorte prospectivo parte da exposição para o desfecho, enquanto o estudo de caso-controle parte do desfecho (casos) para investigar exposições passadas.
Permite observar a incidência de microcefalia em crianças expostas ao Zika durante a gestação, estabelecendo uma relação temporal clara entre a exposição e o desfecho.
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