UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Com o objetivo de avaliar a relação entre presença de sintomas depressivos e risco de morte em idosos residentes em município do Sul do Brasil, foi realizado um estudo longitudinal de base populacional com 1391 pessoas. Os sintomas depressivos foram avaliados através da Escala Geriátrica de Depressão, e o tempo de acompanhamento durou até o último contato ou registro da morte. A prevalência de sintomas depressivos foi de 23,5% (IC95% 20,4-26,9). Na análise bruta, o risco de mortalidade foi de 1,86 (IC 95% 1,35-2,55) para indivíduos com sintomas depressivos; após ajuste do modelo pelas variáveis sexo, educação, renda, trabalho remunerado, tabagismo, consumo de álcool, morbidades, uso de medicamentos, atividade física, deficiência, prejuízo cognitivo e índice de massa corporal, o risco de mortalidade foi de 1,67 (IC 95% 1,15-2,40). A partir das informações, é correto afirmar que se trata de um estudo:
Estudo de coorte = acompanha grupo exposto/não exposto ao longo do tempo para avaliar desfechos.
Um estudo de coorte longitudinal acompanha um grupo de indivíduos (coorte) ao longo do tempo para observar a ocorrência de desfechos. A avaliação de sintomas depressivos no início e o acompanhamento para mortalidade caracterizam um estudo prospectivo, e o ajuste por variáveis de confusão fortalece a análise causal.
Estudos de coorte longitudinal são um tipo de pesquisa observacional que acompanha um grupo de indivíduos (a coorte) ao longo do tempo para investigar a relação entre uma exposição e o desenvolvimento de um ou mais desfechos. São valiosos para determinar a incidência de doenças, identificar fatores de risco e estabelecer relações temporais, sendo considerados um dos desenhos mais robustos em epidemiologia para inferência causal. Nesse tipo de estudo, os participantes são selecionados com base na presença ou ausência da exposição de interesse e são acompanhados prospectivamente ou retrospectivamente para observar a ocorrência do desfecho. A análise envolve o cálculo de medidas de associação como o risco relativo ou a razão de chances, e é fundamental controlar para variáveis de confusão, que são fatores que se associam tanto à exposição quanto ao desfecho, podendo distorcer os resultados. A capacidade de ajustar o modelo por múltiplas variáveis, como sexo, educação, renda e morbidades, como descrito na questão, é uma prática essencial para aumentar a validade interna do estudo, permitindo uma estimativa mais precisa do efeito da exposição. A mortalidade é um desfecho comum em estudos de coorte, especialmente em populações idosas, e a Escala Geriátrica de Depressão é uma ferramenta validada para avaliar sintomas depressivos nesse grupo.
Um estudo de coorte acompanha um grupo de indivíduos (a coorte) que são classificados de acordo com sua exposição a um fator de interesse, observando-os ao longo do tempo para verificar o desenvolvimento de um desfecho.
Longitudinal refere-se a estudos que coletam dados de participantes em múltiplos pontos no tempo, permitindo observar mudanças e relações temporais entre exposição e desfecho, ao contrário dos estudos transversais que coletam dados em um único ponto.
O ajuste para variáveis de confusão é crucial para isolar o efeito real da exposição sobre o desfecho, minimizando a influência de outros fatores que poderiam distorcer a associação observada e levar a conclusões errôneas.
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