UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
O resumo a seguir é referente ao artigo intitulado “Ganho de peso por década entre trabalhadores de um hospital público: estudo de coorte histórica”. RESUMOO objetivo do estudo foi avaliar as modificações no perfil nutricional dos trabalhadores de um hospital público por três décadas e sua associação com fatores ocupacionais. Estudo de coorte histórica com trabalhadores ativos em 2013 admitidos em três períodos. Foram coletados dados sociodemográficos, de peso e de estatura, e calculado o índice de massa corporal (IMC) do exame admissional e de doisexames periódicos/década. Avaliados 386 trabalhadores (76,4% mulheres, 88,1% de cor de pele branca e 29,3 7,3 anos). A média do peso corporal e do IMC da admissão foram maiores naqueles admitidos em 2000 (P = 66,3 12,5 kg; IMC = 21,3 2,5 kg/m²), em comparação àqueles admitidos em 1980 (P = 56,7 10,2 kg; IMC=21,3 2,5 kg/m² ) e 1990 (P = 62,2 11,5 kg; IMC = 22,9 3,3 kg/m²). A variação do peso e do IMC/década foi maior nos trabalhadores admitidos em 2000, em comparação com aqueles admitidos em 1990 e 1980. Quando essa comparação foi estratificada por sexo, a diferença na variação do peso e do IMC/década foi observada apenas nos homens. Turno de trabalho e categoria profissional não foram associados com a variação do peso corporal e IMC. O aumento ponderal e do IMC refletem a transição nutricional observada no País, o que reforça a necessidade de vigilância nutricional e educação continuada desses trabalhadores.(MONTZEL; COSTA; SILVA, 2019), publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva. A partir das informações contidas no resumo, considerando as tipologias de estudos epidemiológicos, pode-se afirmar que o estudo em questão apresenta
Estudo de coorte histórica = unidade individuada, observacional, longitudinal, avaliando desfechos ao longo do tempo com dados preexistentes.
Um estudo de coorte histórica acompanha indivíduos (unidade de análise individuada) ao longo do tempo (eixo temporal longitudinal), utilizando dados preexistentes, sem intervenção do pesquisador (posição de observação), para investigar a relação entre exposições e desfechos.
A compreensão das tipologias de estudos epidemiológicos é fundamental para a interpretação crítica da literatura científica e para o planejamento de pesquisas. O estudo em questão é classificado como um 'estudo de coorte histórica', o que já fornece pistas importantes sobre seu desenho. Em um estudo de coorte, a unidade de análise é sempre individuada, ou seja, os dados são coletados e analisados no nível de cada participante (neste caso, cada trabalhador). O pesquisador assume uma posição de observação, pois não há intervenção ou manipulação de variáveis; ele apenas observa a ocorrência de eventos ou desfechos ao longo do tempo. O eixo temporal é longitudinal, pois os indivíduos são acompanhados por um período, com medições realizadas em diferentes momentos (admissão e exames periódicos ao longo de décadas). A característica 'histórica' da coorte indica que o estudo utiliza dados retrospectivos, já registrados, para reconstruir a trajetória dos participantes. Isso difere de uma coorte prospectiva, onde os participantes são recrutados e acompanhados a partir do presente. A combinação desses elementos (unidade individuada, observacional, longitudinal e retrospectivo) define o estudo de coorte histórica, que é robusto para investigar relações de causa e efeito, embora sujeito a limitações de dados preexistentes.
Um estudo de coorte histórica é um tipo de estudo observacional e longitudinal que utiliza dados já existentes (registros, prontuários) para acompanhar um grupo de indivíduos (coorte) expostos a um fator de interesse ao longo do tempo e observar o desenvolvimento de desfechos.
A unidade de análise individuada se refere a dados coletados e analisados no nível do indivíduo (como peso, IMC de cada trabalhador). A unidade agregada se refere a dados de grupos populacionais (como taxa de obesidade por cidade), comum em estudos ecológicos.
É longitudinal porque acompanha os indivíduos ao longo do tempo, observando mudanças e desfechos em diferentes momentos. É observacional porque o pesquisador apenas observa e registra os eventos, sem intervir ou manipular variáveis nos participantes.
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