SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Alguns autores investigaram a associação entre o consumo materno de cocaína e a prematuridade. Eles iniciaram a pesquisa revisando todos os registros de nascimentos ocorridos durante o ano de 1988 para a obtenção das informações sobre o uso de cocaína pela mãe. A mulher era considerada exposta se o uso de cocaína tivesse sido indicado em algum momento nos registros do pré-natal. Posteriormente, consultaram as informações sobre a idade gestacional ao nascimento. Qual foi o delineamento desse estudo?
Estudo de coorte → exposição identificada antes do desfecho, acompanhando ao longo do tempo (mesmo que retrospectivamente).
Em um estudo de coorte, os indivíduos são selecionados com base na exposição (ou não exposição) a um fator de interesse e acompanhados ao longo do tempo para observar o desenvolvimento de um desfecho. No caso, a exposição ao uso de cocaína foi identificada nos registros pré-natais e o desfecho (prematuridade) foi verificado posteriormente, caracterizando uma coorte retrospectiva.
O estudo de coorte é um delineamento observacional analítico fundamental na epidemiologia, utilizado para investigar a relação entre uma exposição e um desfecho de saúde. Ele permite estimar a incidência de uma doença em grupos expostos e não expostos, sendo valioso para estabelecer associações causais. Pode ser prospectivo, acompanhando os indivíduos a partir do presente, ou retrospectivo, utilizando dados históricos. Nesse tipo de estudo, os participantes são selecionados com base na presença ou ausência de uma exposição específica e, em seguida, são acompanhados ao longo do tempo para observar o desenvolvimento do desfecho de interesse. A identificação da exposição precede o desfecho, o que é crucial para a inferência causal. As vantagens incluem a capacidade de estudar múltiplas exposições e desfechos, enquanto as desvantagens podem ser o alto custo e o longo tempo de acompanhamento em estudos prospectivos. Para residentes, compreender os delineamentos de estudo é essencial para a leitura crítica de artigos científicos e para a prática da medicina baseada em evidências. A correta identificação do tipo de estudo permite avaliar a força das evidências e aplicar os resultados na tomada de decisões clínicas e em saúde pública.
Os principais tipos incluem estudos observacionais (descritivos como relatos de caso e séries de caso; analíticos como coorte, caso-controle e seccional) e estudos experimentais (ensaios clínicos randomizados).
No estudo de coorte, parte-se da exposição para o desfecho, acompanhando indivíduos expostos e não expostos. No caso-controle, parte-se do desfecho (casos) e busca-se retrospectivamente a exposição em comparação com controles sem o desfecho.
Um estudo de coorte é retrospectivo quando tanto a exposição quanto o desfecho já ocorreram no passado e são investigados a partir de registros ou dados históricos, como prontuários médicos ou bancos de dados.
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