UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Alunos de medicina do último ano de uma renomada Universidade da cidade de Ribeirão Preto, resolveram realizar um estudo para avaliar se fatores de vulnerabilidade social aumentam o risco de complicações da Dengue. Para esse tipo de pesquisa, assinale a alternativa que contém o melhor delineamento de estudo primário.
Avaliar fatores de risco (vulnerabilidade social) para desfecho (complicações da Dengue) → estudo de coorte é o melhor delineamento.
Para investigar a relação entre uma exposição (fatores de vulnerabilidade social) e um desfecho (complicações da Dengue) ao longo do tempo, o estudo de coorte é o delineamento primário mais adequado. Ele permite acompanhar indivíduos expostos e não expostos e calcular medidas de associação como o risco relativo e a incidência.
O delineamento de estudos epidemiológicos é fundamental para responder a questões de pesquisa de forma robusta. Para avaliar se fatores de vulnerabilidade social aumentam o risco de complicações da Dengue, busca-se estabelecer uma relação temporal entre a exposição (vulnerabilidade) e o desfecho (complicações). A epidemiologia da Dengue é complexa, com fatores sociais e ambientais desempenhando um papel significativo na sua incidência e gravidade. Um estudo de coorte é o delineamento primário mais adequado para essa questão. Nele, um grupo de indivíduos (a coorte) é selecionado e classificado de acordo com a presença ou ausência da exposição (vulnerabilidade social). Ambos os grupos são acompanhados ao longo do tempo para observar a ocorrência do desfecho (complicações da Dengue). Isso permite calcular a incidência do desfecho em cada grupo e estimar o risco relativo, estabelecendo uma relação temporal clara entre exposição e desfecho. Outros delineamentos, como o transversal, avaliam a prevalência em um único momento e não a causalidade. O caso-controle parte do desfecho para a exposição, sendo útil para doenças raras, mas menos eficiente para exposições raras ou para calcular incidência. Ensaios clínicos controlados randomizados são para intervenções, não para fatores de risco. Portanto, o estudo de coorte é a escolha metodológica que melhor responde à pergunta sobre aumento de risco.
A principal característica de um estudo de coorte é que ele acompanha um grupo de indivíduos (a coorte) ao longo do tempo, classificando-os de acordo com a exposição a um fator de risco e observando a ocorrência de um desfecho de interesse.
É mais adequado quando se deseja investigar a relação temporal entre uma exposição e um desfecho, calcular a incidência de uma doença, ou quando a exposição é rara. Permite estabelecer uma relação de causa e efeito de forma mais robusta que outros estudos observacionais.
Vantagens incluem a capacidade de calcular incidência e risco relativo, e estabelecer temporalidade. Desvantagens são o alto custo, longo tempo de duração, perda de seguimento e ineficiência para desfechos raros.
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